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        <title>EREIGNIS</title>
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        <title>Compreender</title>
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        <description>Compreender

2005:150-151

(...) Isso que se pôde, assim o diz Heidegger, não “é nenhum quid, mas o ser como existir. No compreender (Verstehen) reside existencialmente o modo de ser do ser-aí como poder-ser (Sainkönnen). Ser-aí não é um ente simplesmente dado (Vorhandensein), que ainda possui como suplemento o poder algo. Ao contrário, ele é primariamente ser-possível (Möglichsein). Ser-aí é sempre e a cada vez o que ele pode ser e como ele é a sua possibilidade” (ST, 143). Não é totalmente cor…</description>
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        <title>Conjuntura</title>
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        <description>Conjuntura

2005:76-77

Ao introduzir o termo “conjuntura”, Heidegger quer apreender mais exatamente o caráter não manifesto e a não-objetualidade do utensílio: “O ente é descoberto na medida em que, como esse ente que é, está referido a algo. Esse algo tem a sua conformidade com ele junto a algo. O caráter ontológico do manual é a conjuntura (Bewandtnis). Na conjuntura reside: deixar algo conformar-se com algo junto a algo. A ligação do ‘com</description>
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        <title>Consciência</title>
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        <description>Consciência

BEWUSSTSEIN) (2005:30-31

Husserl toma o fato de os processos mentais que possuem o caráter de intencionalidade poderem se tornar eles mesmos tema do pensamento como um ensejo para tomar a consciência como um “ser imanente” e para cindi-la do que não é consciência. Mediante a reflexão acerca dos processos mentais em sua intencionalidade, esses processos não se tornam, na verdade, desprovidos de objeto – se assim fosse, eles não seriam intencionais. Contudo, a consciência se mostra d…</description>
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        <title>Culpa</title>
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        <description>Culpa

2005:217-219

(...) A experiência da “culpa” (Schuld) é analisada por Heidegger na medida em que ele diferencia inicialmente quatro aspectos diversos da significação de “culpado” e, então, os condensa em uma determinação formal. “Ser culpado” (Schuldigsein) significa, por um lado: “estar em débito por algo”, ou seja, não ter arranjado ou restituído algo determinado. Significa, além disso: “ter culpa em algo”, ou seja, “ser-causa ou autor de algo” (ST, 282). Essas duas significações não se…</description>
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        <title>Disposição</title>
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        <description>Disposição

2005:144-145

Por “disposição” (Befindlichkeit) tem-se em vista antes de tudo “a tonalidade afetiva, o ser afinado” (ST, 134). Uma tonalidade afetiva (Stimmung) não é, por sua vez, o mesmo que um sentimento ou um afeto. Heidegger quer tornar efetivamente compreensível o fato de também os sentimentos e os afetos serem “modos” da disposição e não quer interpretá-los, por exemplo, como sinais de excitação. No entanto, mesmo se sentimentos e afetos não forem mais interpretados como indíc…</description>
    </item>
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        <title>Impossível inocência</title>
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        <description>Impossível inocência

2005:228-229

(...) Por si só, o fato de, em razão da inevitabilidade de determinados comportamentos (Verhalt) e de determinados projetos (Entwurf), algo assim como uma inocência própria no ser-aí ser impossível poderia ser certamente elucidativo. De outra maneira, Heidegger não poderia absolutamente falar de um ser culpado (Schuldigsein) originário e dizer que, por meio do clamor da consciência, nos tornamos um ser-aí próprio, ou seja, somos chamados a ser do modo como se …</description>
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        <title>In-sein - ser-em</title>
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        <description>In-sein - ser-em

2005:70

Se quisermos compreender o que Heidegger tem em vista com a expressão “ser-no-mundo”, nos veremos inicialmente remetidos para a sua explicação do “em” presente nessa fórmula. Tal como Heidegger quer mostrar em articulação com uma derivação etimológica de J. Grimm: “Em” (In) não possui originariamente nenhuma significação espacial, mas “provém de innan-, morar, habitare, manter-se; ‘junto a’ significa: estou acostumado, familiarizado com, costumo cuidar de algo; ele tem…</description>
    </item>
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        <title>A introdução</title>
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        <description>A introdução

FIGAL, Günter. Martin Heidegger: Fenomenologia da Liberdade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
Heidegger, apesar de reconhecido como um dos filósofos mais importantes do século XX, não é tratado como um clássico incontestável nem submetido ao mesmo tipo de argumentação e comentário dedicado a</description>
    </item>
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        <title>Liberação</title>
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        <description>Liberação

2005:80-81

A formulação heideggeriana relativa ao “inserir-se no ente” (Sicheinlassen auf das Seiende)  não é certamente isenta de problemas e o mesmo se dá com o seu discurso acerca de uma certa “liberação” (Freigabe). Os dois parecem contradizer a tese de que se trataria aqui de um puro deixar e poderiam conduzir, ao invés disso, à opinião de que o inserir-se seria algo assim como um “processo originário”, por conseguinte, um processo que constitui primordialmente a relação com o e…</description>
    </item>
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        <title>Possibilidade</title>
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        <description>Possibilidade

2005:36-37

Não obstante, já se pode compreender um pouco melhor o conceito heideggeriano de fenomenologia como retenção da possibilidade se se esclarece o contexto ao qual esse conceito está ligado aqui. Esse contexto aponta para a determinação da relação entre possibilidade e realidade, tal como</description>
    </item>
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        <title>Projetar</title>
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        <description>Projetar

2005:152-153

(...) “O projetar (Entwerfen) não tem nada em comum com um comportar-se (Sichverhalten) em relação a um plano imaginado, de acordo com o qual o ser-aí erige o seu ser, mas, como ser-aí, ele já sempre se projetou e é, uma vez que é, de maneira projetiva. Ser-aí compreende-se sempre já e sempre ainda, enquanto é, a partir de possibilidades (Möglichkeit)” (ST, 145). Heidegger contesta expressamente que se possa conceber “projeto” no sentido de um plano, e o que…</description>
    </item>
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        <dc:creator>Anonymous (anonymous@undisclosed.example.com)</dc:creator>
        <title>Responsabilidade</title>
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        <description>Responsabilidade

2005:219-221

O próprio Heidegger não utiliza o termo “responsabilidade” no contexto atual ; e, mesmo em ST, só o utiliza uma vez, a saber, em meio à análise do impessoal (ST, 127). Exatamente isso, contudo, justifica interpretar o “ser-fundamento de</description>
    </item>
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        <title>Ser-aí</title>
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        <description>Ser-aí

DASEIN) (2005:66-68

Se essa interpretação for elucidativa, a mudança heideggeriana do “ser como encontrar-se presente” para o “ser-aí” teria a mesma motivação que as explicitações ontológicas do Sofista platônico. Exatamente como em relação a</description>
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        <title>Fenomenologia da liberdade</title>
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        <description>Fenomenologia da liberdade

FIGAL, Günter. Martin Heidegger: Fenomenologia da Liberdade. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2005.
PrefácioIntroduçãoCapítulo I O Ponto de Partida Heideggeriano para uma Filosofia da Liberdade§ 1. 0 conceito de fenomenologia</description>
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