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HEIDEGGERIANA – DEUSES
As referências aos deuses em Heidegger e Hölderlin giram em torno de:
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Ausência e espera (no mundo moderno, os deuses fugiram).
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Poesia como mediação (os poetas nomeiam o divino).
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O “último deus” (uma figura pós-metafísica do sagrado).
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A morte de Deus (em Nietzsche, como fim da metafísica tradicional).
Esses temas mostram uma transformação na relação com o divino, onde o sagrado não desaparece, mas se recolhe em novas formas de pensar e poetizar.
**1. ArteEspacio**
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Espaçar é abrir lugares onde um deus aparece, onde os deuses fugiram ou onde a divindade tarda a surgir.
**2. CartaHumanismo**
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O homem não decide se os deuses aparecem ou se ausentam; isso pertence ao destino do ser.
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O sagrado é o único espaço essencial da divindade, permitindo a abertura da dimensão dos deuses.
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A existência humana não decide sobre a existência ou não-existência de Deus ou dos deuses.
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Heráclito diz aos visitantes: “Também aqui estão presentes os deuses”, mostrando que o divino habita até no cotidiano.
**3. ConstruirHabitar I**
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Os mortais habitam ao esperar os divinos, sem fabricar ídolos, mantendo-se abertos à sua chegada ou ausência.
**4. NiilismoEuropeu I**
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Protágoras afirma que não podemos saber se os deuses existem ou não, devido ao ocultamento do ser e à brevidade da vida humana.
**5. VontadePoder I**
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A decisão metafísica fundamental envolve a distinção entre o ser e os entes, incluindo deuses e homens.
**6. PlatoVerdade I**
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As “ideias” de Platão são como os aspectos visíveis dos deuses e de todas as coisas, fundamentando o que consideramos real.
**7. NietzscheDeus I**
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Nietzsche proclama a “morte de Deus” como o fim dos valores metafísicos tradicionais.
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A frase “Deus está morto” simboliza a desvalorização dos valores supremos e a necessidade de novos fundamentos.
**8. EssênciaPoesia I**
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Os poetas nomeiam os deuses, mas estes só vêm à palavra quando convocam os homens.
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Hölderlin diz: “Poeticamente o homem habita esta terra”, referindo-se à relação entre humanos e divindades.
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A poesia é inútil no sentido prático, mas essencial para revelar o sagrado.
**9. ObraArte I**
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O templo e a estátua não representam os deuses, mas os tornam presentes.
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A tragédia não representa os deuses, mas luta pela decisão entre o sagrado e o profano.
**10. ParaQuePoetas I**
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Hölderlin pergunta: “Para que poetas em tempos de penúria?”, referindo-se à era da “noite do mundo”, onde os deuses fugiram.
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Os poetas guardam os vestígios dos deuses ausentes, preparando seu possível retorno.
**11. EreignisDeus I**
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O “último deus” não é um deus tradicional, mas uma figura do acontecimento (Ereignis), além do monoteísmo e politeísmo.
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A morte dos deuses antigos não significa ateísmo, mas uma transformação na relação com o divino.
**12. ImagemMundo I**
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A “perda dos deuses” não é simples ateísmo, mas uma indecisão sobre o divino, onde a religiosidade se torna mera experiência subjetiva.
**13. Poema1968 I**
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Hölderlin fala dos “deuses presentes” que estão tão próximos que devem ser nomeados em silêncio.
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O poeta é aquele que, necessitado pelos deuses, os chama antes de sua plena manifestação.
**14. LinguagemTecnica I**
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O conto chinês do “árbol inútil” simboliza que o que parece inútil (como a poesia) pode abrigar o sagrado.
**15. ProtocoloTempoYSer I**
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Goethe diz: “Os deuses permanecem mudos”, indicando que o ser não se explica por um “porquê”.
**16. ArtePensar I**
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Hölderlin pergunta onde estão os deuses hoje, já que Delfos (o oráculo de Apolo) “dorme”.
**17. AssuntoPensar I**
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Homero mostra que os deuses não se revelam a todos, apenas àqueles que podem percebê-los.
**18. Towarnicki**
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Heidegger reflete: “Chegamos tarde demais para os deuses e muito cedo para o Ser.”
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