obra:ga74:14a26
GA74 §§14-26
Zum Wesen der Sprache und Zur Frage nach der Kunst [2010]
A Fala (resumos)
14. O “Conceito” — a Distância — a Negativação
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Ao Er-eignis como ab-fundamentação corresponde unicamente a distância, que diz: no dizer do seer, este não deve apenas ser silenciado, mas mantido na distância do vir, sem que valha o puxar para perto, nem o turvo mergulho no irracional, mas a fria ousadia de um saber do simples, cuja estrita articulação deverá um dia ser dita por um mestre: o seer é e istet o seer.
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O pensar seyns-histórico não é o apreender que captura e aloja num geral um previamente e posteriormente apresentado, mas o dizer distanciante e neinante — a Negativação; em contraposição, a “teologia negativa” é metafísica — abstração que visa ao ontos on.
15. O Não do Pensar Seyns-Histórico
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O não do pensar seyns-histórico é o não apropriado, pertencente ao seer: não se deixa envolver no insistir no ente e em sua interpretação dominante, mas tampouco deixa escapar aquilo que se recusa e, ao recusar, precisamente retém.
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O não do seer é afinado pela tonalidade da voz do silêncio da quietude da brandura da Er-eignung.
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Esse não é o eco do nada no seer e jamais deve ser rebaixado à mera negação, nem precisa ser primeiramente inserido numa afirmação.
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O “não” dito facilmente sugere a ideia do resistente, do contrário e da rigidez; enquanto, de fato, diz-se antes o “oposto”, se aqui fosse permitido explicar ludicamente que o não seria um “sim” — mas não é um “sim”, e sim o não como insistência na recusa.
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Se o não é o eco do nada no seer e, portanto, da vigência do seer, então vigora nele a con-sonância (não o sim da afirmação do ente — do efetivo — não o dizer-sim à “vida”) com a voz e a tonalidade do seer.
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Essa con-sonância revela-se como profundidade essencial do ser-aí e mostra o fundamento do ser histórico do homem; aqui o homem está no próprio e, assim, propriamente, não necessitando mais do Si-mesmo no sentido do “egoico” e do “sujeito” que, como “espírito” e “razão”, tem a si mesmo.
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Con-sonância é essencialmente Negativação — mas con-sonância não é primeiramente afirmação, onde já se extinguiu a tonalidade à qual o ser-aí é apropriado e que desapareceu em favor do ente.
16. A Negativação e o Perguntar
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O perguntar é a mais próxima caracterização do pensar pensante porque realiza o desligamento do ente e medita o seer; contudo, a ênfase no perguntar abre sempre de novo o caminho à má interpretação de que apenas o duvidar e mesmo o desvio diante de qualquer postura e tomada de posição fixadas seriam válidos.
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Assim se mede o perguntar pelo seer segundo a determinidade do proceder, indispensável para o trato com o ente.
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Pensado a partir do seer, o perguntar é o estágio preliminar, mas ao mesmo tempo o anúncio da Negativação; só a partir daqui se pode esclarecer em que medida o perguntar no pensar pensante já é ao mesmo tempo resposta — isto é, a con-sonância com a tonalidade do seer no dizer.
17. A Palavra
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A palavra tem sua essência na nomeação, e esta é experiência do seer; nomeação primeiramente como Er-eignung no silêncio da quietude do seer — apenas como silenciante ela pode, no som, romper o silêncio; assim a palavra torna-se som-da-palavra e assim surgem palavras que, porém, estão antes recolhidas e unidas na essência da palavra.
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O homem fala sem pressentir que assim rompe o silêncio essencial que não é capaz de conhecer; de uma ruptura brota o dito; e apenas um dito do seer funda para o ente uma verdade.
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O dizer do seer não se deixa encerrar em regras nem produzir segundo modelos; sem forma, deve prescindir também dos “métodos” da “filosofia” e abrir mão da “sistemática” — não como se fossem meros invólucros exteriores de qualquer plenitude de pensamentos; o “sistema” e o “método”, supondo-se que tenham permanecido autênticos, brotaram inteiramente de uma única interpretação do ser (a “matemática”, que a partir da ideia compreende o ser como “subjetividade”).
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O dizer tampouco encontrou seu início quando se apoia na linguagem cuidada e pratica a limpidez da palavra, pois aqui a beleza do discurso pode facilmente iludir sobre a originariedade (isto é, sua ausência).
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O pensar seyns-histórico poderá primeiro apenas pré-dizer o prefácio e este, com muito esforço, para a palavra propriamente dita; mas talvez se realize um primeiro ensaio de uma transformação do ouvir o dizer pensante.
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Talvez precise o pleno rigor da essência da palavra ser tomado a sério e ao dizer ser atribuída uma vocação diante da qual ele recua à primeira vista, sem saber que aqui talvez o terror no seer tenha se tornado o afinador; talvez a palavra deva retro-dizer ao silêncio, permanecer publicamente inaudível e inaudita e desvincular-se da opinião de que a trivialidade pública seja a medida da verdade da palavra.
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Talvez o pleno rigor do ensilenciamento do seer e de sua taciturnidade deva ser assumido, e talvez essa quietude afine toda insistência do ser “do” aí — como clareira do seer.
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Talvez esteja aqui diante do pensar o passo mais simples para um âmbito cuja mundaneidade ainda nos é totalmente oculta.
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O in-audito da palavra do seer — que nenhum ouvir ainda pôde estar à sua altura para conquistar e atribuir a palavra à acolhida — também não será perturbado pelo passar-por-cima-com-o-ouvir; mesmo não-ouvida e sobre-ouvida é a palavra do seer, e pertence à vigência do próprio seer se e quando ele se resolve para a voz afinante; a história do seer permanece fora do cálculo, não apenas, mas também de todo pressentimento — este, no máximo, pode apenas pré-pensar instantes da decisão da verdade do seer, mas nunca determinar previamente o agora.
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A aspereza do pensar é mais adequada à tonalidade da voz do seer do que qualquer maleabilidade de outras aberturas.
18. Seer e Palavra
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Se o seer é início e tudo o que é inicial lhe pertence, e se o início ab-fundamenta sua origem sem proveniência a partir de sempre um ente, se nessa Er-eignung do vir-a-aparecer do ente sem-antes não cria nenhuma causação e o seer se abstém do agir, se a ab-fundamentação se oculta e o ocultamento repõe o silêncio no seer — então como pode um nome dizer o seer?
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Todo nome, também “seer”, rompeu o silêncio — assim parece; e, contudo, o saber do início guarda ainda isto: a palavra vigora a partir do ensilenciamento e o dizer essencial insiste na quietude do seer: que o seer istet o seer.
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Portanto, a palavra “do” seer toma para si o som e o desconhecimento do ensilenciamento; ela não insiste em soar para o público e conserva assim sua essência: não ser primeiramente um signo e uma indicação, mas o próprio seer.
19. O Ser como Er-eignis (O Homem)
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O ser como Er-eignis é Er-eignung do entre, que se apropia; o entre está antes de todo onde, quando, o quê e como, e nunca se pode perguntar como ele seria alcançável a partir do “ente” — pois já “é” alcançado, neste caso aparentemente abandonado.
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A Er-eignung não é subjetividade (como vontade e semelhantes), não é objetualidade, tampouco é presença no não-oculto (physis).
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O seer jamais é pensado primeiramente a partir do homem; antes, o homem, transposto no ser-aí, é super-entregue ao entre.
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O seer é in-condicionado — mas já essa nomeação pensa apenas meta-fisicamente, no salto a partir do ente.
20. O Seer e a Tonalidade
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O ente não é o agente, não o eficaz, não o efetivo — o ente é apenas aquilo que vigora no seer; o seer de-termina como tonalidade, e esta não se dispõe “em torno” das coisas — assim apenas parece, porque interpretamos erroneamente a origem da tonalidade; ela está “em torno” do ente porque o perpassa e o irradia de tonalidade; o de-terminar da tonalidade não é um pro-vocar nem muito menos um causar — o de-terminar é sem efeito porque dispensado de efeitos.
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A tonalidade tem a essência da Er-eignung no próprio; entrega ao pertencimento da pobreza, que é sozinha rica o bastante para oferecer o não-efetivo — isto é, o poetado e o pensado e o pensável no pensar-produzindo.
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Mas na maioria das vezes o homem calcula com o que o ente é “além disso”, isto é, habitualmente para o esquecimento do ser, que, entregue ao ser mesmo assim, empreende sempre de novo computá-lo a partir do ente.
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O seer é o mais ente; mas o mais ente não é nenhum ente, mas o seer como Er-eignis; o seer é o seer.
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Nesse dizer funda-se o confronto com toda metafísica, pois esta situa o ser ao mesmo tempo na generalidade do representado em geral e no supremo da primeira causa, sem fundamentar suficientemente esse “ao mesmo tempo”; no lugar da causação de todo ente e, com ela, também do homem como ser racional (que pensa em conceitos e, portanto, em representações da entidade), entra, com o desdobramento da metafísica moderna da subjetividade, a construção do Absoluto e no Absoluto — e a questão não-colocada e não-resolvida da antropomorfia permanece.
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“O seer é o seer” distingue-se também do estin gar einai de Parmênides.
21. O Seer
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O seer é, enquanto jamais se deixa derivar do ente nem con-dicionar por coisas, o in-condicionado.
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O seer é, enquanto não é primeiramente por relação ao ente, o não-relativo e, dessa espécie, o ab-soluto.
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O seer é, enquanto apenas “propriamente” “é” (istet), vigora como ser, o mais ente e, por isso mesmo, nunca um ente.
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Apesar disso, o seer não é “Deus”; apesar disso, o seer não se deixa despedir com a caracterização de que seria o “mais geral”; apesar disso, tampouco ajuda nunca uma explicação do ser pelo esclarecimento do modo como um homem — tomado como animal rationale — representa e “abstrai” o ser.
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Mas com o saber do anterior, a questão da relação do seer com o homem e a questão da distinção entre o ser e o ente alcançam pela primeira vez sua dignidade inicial e genuína.
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A aparente “neutralidade” do seer — indiferente a todo ente? puro “elemento”? — não vigora no seer o nada! O neutro poderia — não precisa — ser sempre apenas o ente e um ente.
22. O Nada e o Seer
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Se “fosse” apenas o puro nada nulificante, então o seer deveria vigorar e imperar em sua única vigência plena e desvencilhar-se para ela, e nunca um ente poderia oferecer-lhe abrigo e a possibilidade de que ele (o seer) apenas na aparência ficasse entregue ao ente; isso, porém — a única vigência do puro nada — seria o mais pesado; e isso somente pode pensar quem, após a superação de toda metafísica, já pré-pensa no seer e não representa o ser a partir do ente (primeira causa) e em direção ao ente (como sua propriedade mais geral).
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Para a metafísica, ao contrário, parece e deve parecer como se o nada ser fosse o mais fácil e “antes” possível do que ser um ente; pois para que haja ente, necessita-se sempre de um fundamento e, portanto, de uma causa; e por isso o fato de que ente é — e incondicionalmente em seu fundamento — é para a metafísica o primeiro, o mais claro, o mais necessário e, por isso, o mais irrestritamente óbvio.
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Por isso Leibniz diz no contexto que o leva ao grande princípio de toda metafísica (o princípio de razão suficiente): Car le rien est plus simple et plus facile que quelque chose (Principes de la Nature et de la Grace, fondes en raison, n. 7, Bd. VI Gerhardt S. 602; cf. Was ist Metaphysik? conclusão).
23. O Seer como Nada
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O seer como nada: er-eigna e er-eigna a clareira; ereignando a clareira, istet a recusa; o seer “é” e, contudo, nunca é um ente; o seer “é” ao istar o seer; o ente, porém, “é” ao não se voltar para o seer, ainda que apenas na clareira (no seer) apareça e, aparecendo, pre-sente e ab-sente.
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O ente causa o empreendimento e o produzir e é causa; o seer er-eigna a Negativação.
24. O Nada
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O nada é mais inicial e mais vigente (originariamente er-eigniando o seer) do que o “algo”, porque já a comparação de ambos, bem compreendida, decidiu a favor do nada — na medida em que nada aqui significa: absolutamente não um ente, mas: ser.
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Algo é sempre um ente, também o “ens” rationis; mas o nada nunca é um ens rationis, porque nunca um ens; o nada já é assim a palavra do ser — mas com isso o pensar está apenas no início mais provisório da investigação da essência do nada.
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O nada não brota da re-cusa ao ente, mas é o dizer inicial do seer, dizer da Negativação na Er-eignung.
25. O Er-eignis
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O Er-eignis, deixando-se recuar ao próprio (o início), super-entrega-se à sua essência e faz vigorar a clareira intermediária, que nada tolera senão o en-cobrimento, que jamais pode ser fixado como algo presente.
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O seer istet o seer e “é” jamais Deus, jamais o homem e jamais o ente no todo; o seer istet, preserva-se na entrega à sua vigência.
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A não-serenidade do homem jamais pode perturbar o seer, mas pode perturbar o conjunto da clareira em que o ente forçou e consolidou a cunhagem de sua presença; a não-serenidade é o mais longo retardamento que aguarda a história, pois é o ingresso da maquinação no efetivo, para que isso valha para o ente.
26. Er-eignis
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O pensar “do” Er-eignis, por ele apropriado, permanecendo em sua clareira, colocado a iluminar no “espaço” que inicialmente é, em sua essência, o escuro.
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O pensar do Er-eignis não pensa sobre “fundamento”, não sobre condições do possibilitar, não sobre liberdade, representação e ipseidade, mas a Er-eignung super-entrega a des-apropriação de todo ente que, na figura de sua entidade e das desfigurações desta, quer logo tomar o lugar sem-lugar do seer.
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O dizer tem a aparência de “dialética” e antitética — ouvi-lo assim significa ficar preso à obra exterior, em vez de ouvir a partir da vigência e nela permanecer.
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Aqui também não há “teo-sofia”, pois agora o seer não é apenas (como a divindade acima de Deus) mais “apriorístico” do que o ente, mas o “entre” — o Er-eignis determina uma outra história.
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