User Tools

Site Tools


obra:ga55:start

GA55 Heraklit

Heraklit. Der Anfang der abendländischen Denkens. Logik. Heraklits Lehre vom Logos. Org. M. S. Frings (1979), aulas de 1943-44.

Heráclito, Tr. Márcia Sá Cavalcante Schuback. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, 1998 [GA55MS]

Heraclitus. Tr. Julia Goesser Assaiante and S. Montgomery Ewegen. London: Bloomsbury, 2018 (epub) [GA55AE]

  • DER ANFANG DES ABENDLÄNDISCHEN DENKENS. HERAKLIT. Sommersemester 1941
  • VORBETRACHTUNG - Die Philosophie als das eigentliche Denken des Zu-denkenden.
  • EINLEITUNG - Vorbereitende Besinnung über das Anfängliche und das Wort
  • HAUPITEIL - Die Wahrheit des Seins
  • LOGIK. HERAKLITS LEHRE VOM LOGOS. Sommersemester 1944
  • ERSTER ABSCHNITT - Logik: Ihr Name und ihre Sache
  • ZWEITER ABSCHNITT - Das Wegbleiben des ursprünglichen Logos und die Wege des Zugangs
  • DRITTER ABSCHNITT - Rückgang in die ursprüngliche Gegend der Logik

A ORIGEM DO PENSAMENTO OCIDENTAL Heráclito Semestre de verão de 1943

Observação Preliminar - A filosofia como o pensamento próprio do a-se-pensar. A origem do pensamento “ocidental”

Introdução - Reflexão preparatória em torno do originário e da palavra

  • §1 Para introduzir a palavra de Heráclito, duas “estórias” a seu respeito
    • a) O pensamento de Heráclito na dimensão do fogo e da luta, e na proximidade do jogo
    • b) A palavra de Heráclito sob a proteção de Artemis
    • c) A obscuridade do pensador Heráclito
  • Repetição
    • 1) A referência ao “fogo” e ao “jogo” em ambas as “estórias” sobre Heráclito
    • 2) O a-se-pensar sob os sinais de Artemis: arco, lira e tocha. A obscuridade do pensador
  • §2 A palavra na origem do pensamento
    • a) A “obscuridade” do pensamento essencial: o encobrimento essencial do a-se-pensar (ser)
    • b) O contrário essencial e o pensamento dialético. A linguagem inadequada da dialética
    • c) A configuração em que nos foi transmitida a palavra de Heráclito e a discussão dos fragmentos desde a experiência do a-se-pensar
  • Repetição
    • Sobre o problema do mesmo (Selbigkeit) que se pensa no pensamento originário e no pensamento moderno.
    • A palavra transmitida do pensamento originário (Heráclito) e a dialética

Parte Principal - A verdade do ser

  • §3 A origem que constitui originariamente o a-ser-pensado. Fragmento 16
    • a) Observação acerca da tarefa de tradução
    • b) A questão do que “nunca declina” e sua relação essencial com o “encobrimento”
    • c) O caráter morfológico da palavra legada to dynon e a sua discussão através da questão orientadora do pensamento metafísico (Aristóteles)
    • d) Reflexão explícita em torno das palavras “ser” e “é”
  • Repetição
    • 1) Tradução e interpretação. A necessidade de uma compreensão mais original a partir da inquietação que se experimenta no Mesmo
    • 2) O “declinar”, pensado no modo grego, e a questão da essência da sua palavra
    • 3) Esclarecimento do to dynon através das articulações morfológicas da questão orientadora do pensamento metafísico (Aristóteles, Platão). Sobre o problema da interpretação recondutora: os pensadores originários e o início posterior da metafísica
    • 4) O caráter morfológico do on. A primazia do significado verbal frente ao nominal (participial)
  • §4. As palavras fundamentais do pensamento originário (physis, zoe). Sua relação com o pensamento metafísico e o pensamento do ser
    • a) A indigência característica do dizer que pensa originariamente na construção to me dynon pote e sua transformação em “o surgimento incessante” (phyein). Sobre a palavra physis no pensamento originário e o conceito de “natureza”. Referência: fragmento 123
    • b) As palavras fundamentais physis e zoe na sua transformação. Sobre o significado essencial de zen e zoe, no pensamento originário, como superação do conceito de vida na tradição metafísica. Referência ao fragmento 30
    • c) A violência da transformação e a consideração explicitada negação
  • Repetição
    • 1) O me dynon pote de Heráclito pensado originariamente e o on da metafísica
    • 2) O significado originário e intocado da physis como “puro surgimento” e a sua proximidade essencial de zoe. A proximidade essencial entre “vida” e “ser” em aeizoon (fragmento 30). Recusa das interpretações metafísicas do conceito de vida
  • §5 Exposição do nexo essencial entre surgimento e declínio. Fragmento 123
    • a) A “contradição” entre surgir e declinar. O fracasso da lógica e da dialética frente a essa “contradição”
    • b) A imobilidade do pensamento comum diante do “incompatível” e o salto para o pensamento essencial. Apreensão das traduções filológicas como fuga da exigência mobilizadora do fragmento
  • Repetição
    • Sobre a relação essencial entre surgimento e declínio. Recusa das interpretações lógicas (dialéticas)
  • §6 Surgimento e declínio. O favor (phylia) enquanto garantia recíproca de sua essência. Referência aos fragmentos 35 e 32
    • a) Surgimento (physis), favor (phylia) e encobrimento (kryptesthai)
    • b) A philia, favor, propiciação como a relação vigorosa, essencial e recíproca entre surgimento e declínio (encobrimento). physis como a essência do favorecimento (philia) do surgimento e seu encobrir-se
  • §7 A physis enquanto junção essencial (harmonia) de surgimento e declínio (encobrimento) na propiciação recíproca de sua essência. Referência ao Mesmo no surgimento e no declínio. Fragmentos 54, 8 e 5
    • a) O inaparente da junção da physis é o próprio de sua abertura. O vigor originariamente nobre do puro surgimento
    • b) A tensão dos contrários como momento essencial da junção. Sobre a dificuldade de se pensar a tendência contrária numa unidade com a junção: a diferença entre o pensamento comum e o essencial. A junção da physis e os sinais de Artemis (arco e lira). Referência ao fragmento 9
    • c) A incompetência da lógica (dialética) diante da junção pensada na physis. O significado ambíguo da physis e o “privilégio” questionável do surgimento
  • §8 A essência da physis e a verdade de ser. A physis na perspectiva do fogo e do cosmo. A aletheia pensada no me dynon pote (physis) enquanto des-cobrimento para o desencobrimento de ser. Fragmentos 64, 66, 30 e 124
    • a) O fogo e o raio como des-envolvimento da claridade. O cosmo enquanto junção habilidosa e inaparente, e o arranjo originário. O mesmo no fogo e no cosmo: acender e clarear o amplo, em sua doação de medida
    • b) A aletheia como fundamento e origem essencial da physis. A relação essencial do desencobrimento com o encobrimento na physis, pensada originariamente. A aletheia como desencobrimento do encobrimento
    • c) Sobre a escuta e o dizer do ser no pensamento originário: o logos e o sinal. O sinal de Apolo como o assinalamento da physis. Fragmento 93. Sobre a verdade e a palavra do ser na história ocidental

LÓGICA: A DOUTRINA HERACLÍTICA DO LÓGOS Semestre de verão de 1944

Nota Preliminar

Primeira Seção - Lógica: o nome e a coisa

  • §1 O título “Lógica”
    • a) A lógica do pensamento e a lógica das coisas
    • b) episteme e techne na relação com o sentido moderno de ciência e técnica
  • Repetição
    • 1) A recíproca mutualidade de pensamento e coisa. Lógica, pensamento puro e reflexão
    • 2) Recondução ao contexto grego de nomeação dos termos: episteme logike. episteme e techne
  • §2 Lógica, episteme, techne. O parentesco significativo entre episteme e techne. Indicativos do nexo questionável entre pensamento e lógica
    • a) techne, physis e episteme. techne (produzir, proceder), physis (surgir de si mesmo) e sua relação com o desencobrimento. Recusa da interpretação de techne e episteme como distinção entre teoria e prática
    • b) A lógica como episteme logike em conexão com a episteme physike e ethike. Sobre o predomínio da reflexão
  • Repetição
    • 1) Lógica como reflexão sobre a reflexão sem condicionamento às coisas. A respeito do poder da auto-reflexão da subjetividade e do pensamento (Rilke, Hölderlin)
    • 2) episteme logike, physike, ethike
    • c) logos e êthos. A função universal do logos como ratio e razão nas determinações da essência humana e sua plenitude consequente na “vontade de poder” (Nietzsche)
    • 3) Acerca do predomínio da reflexão e da subjetividade. A questão da profundidade do pensamento puro e da re-virada (Rilke, Hölderlin)
    • 4) A lógica como doutrina do enunciado (conceito, juízo, conclusão). logos, ratio, razão: sobre o significado universal da lógica na determinação essencial do homem. A equiparação de pensamento e lógica como origem do destino ocidental
  • §3 Lógica e logos. A disciplina e a coisa. A lógica e a metafísica ocidental
    • a) A proveniência da tripartição de lógica, física e ética enquanto disciplinas da filosofia e o destino da metafísica ocidental
    • b) A lógica como impedimento do desdobramento essencial do logos
  • Repetição
    • O predomínio da disciplina sobre a coisa e a lógica como essência nuclear da filosofia ocidental, assumida como metafísica

Segunda Seção - O afastamento do logos originário e o caminho de acesso

  • §4 Preparação para a escuta do logos
    • a) Sobre o significado de logos como discurso, palavra e enunciado. Necessidade de um questionamento renovado do significado originário do logos
    • b) O acesso à possibilidade de escutar o logos. A escuta obediente do logos enquanto iniciação no saber propriamente dito. Fragmento 50. A questão da compreensão originária (homologia). Referência aos fragmentos 32 e 112
  • Repetição
    • 1) O logos como enunciado sobre o ente através da ideia (eidos) e as categorias no pensamento meta-físico (Platão, Aristóteles, Kant)
    • 2) Retorno pelo logos enquanto enunciado ao logos pré-metafísico. Fragmento 50
  • §5 Três caminhos para responder à pergunta — o que é logos?
    • a) Primeiro caminho: O logos como tudo e um. O acesso ao logos como ser, através do hen panta einai no fragmento 50
    • b) Segundo caminho: o acesso ao logos através do sentido originário de legein. O logos como colheita e coleta
  • Repetição
    • 1) Reconsideração mais abrangente do logos no horizonte da doutrina metafísica das ideias e da essência pré-metafísica do logos, a ser pensada como nomeação do ser
    • c) Terceiro caminho: O acesso pelo logos da psyche. Fragmento 45. A questão do homologein
  • Repetição
    • 2) Reconsideração dos fragmentos 50 e 45. O logos enquanto o uno reunidor, que dá notícia de si mesmo, e o sentido originário das palavras logos e legein. O logos como a coletividade que confere e resguarda origem
  • §6 A presença ausente do logos para o homem e os indicativos do campo não objetivo do logos originário
    • a) A consonância entre os fragmentos 50 e 45. A relação homológica da alma a “o logos”. O homologein como recolhimento na coletividade originária do logos do ser
  • Repetição
    • 1) O logos da psyche enquanto coleta da coleta resguardadora e originária de tudo. A recusa de concepções psicológicas. Fragmentos 45 e 50. Referência aos fragmentos 101 e 116
    • 2) Reconsideração sobre a consonância dos fragmentos 50 e 45
    • a) A tomada inspiradora do logos da psyche enquanto remissão aos entes na sua totalidade. A presença ausente do logos para o homem
    • b) A relação discrepante do homem com o ente e com o ser: a vigência esquecida, velada do ser no uso cotidiano de logos. Fragmento 72. Referência aos fragmentos 16, 45, 50, 101, 43, 118, 30, 64
    • c) A aparente contradição entre o logos entendido como recolhimento e “separação”. Fragmento 108. O panton kechorismenon enquanto determinação distintiva, a-se-pensar, do logos enquanto hen panta e a contréa não objetiva do logos
    • d) O logos enquanto contréa do presente, na qual e a partir da qual tudo vigora e desvigora. A diferença originária entre ser e ente
  • Repetição
    • 3) O desdobramento discrepante de voltar-se para e voltar-se contra enquanto constitutivo da relação do homem com o ser e o ente. A fissura em dois no desdobramento e a predominância relacionai dos logoi. Fragmento 72. Referência aos fragmentos 50 e 108

Terceira Seção - Retorno à contréa originária da lógica

  • §7 Esclarecimento do ser, pensado originariamente como o que deve se tornar experiência. Fragmentos 108,41, 64, 78, 119, 16, 115, 50,112
    • a) O “conselho que tudo dirige” e a junção (harmonia) da coletividade originária, gnome e logos enquanto o uno reunidor no presente conselheiro e aconselhador da coletividade e seu resguardo originário
    • b) Reconsideração do homologein da psyche e a interpretação do engrandecimento do logos humano enquanto demora recolhedora no presente do logos originário
    • c) O saber, o verdadeiro (desencoberto) e o logos. O recolhimento descobridor do encoberto no desencobrimento, que se cumpre no logos verdadeiro enquanto essência do saber (sophia). O ânimo extravagante e o ânimo gracioso do logos
  • §8 O homem, o logos, a essência e a verdade do ser. Comentário final do fragmento 112
    • a) O logos como hen panta: o presente originariamente recolhedor. Sobre a mesmidade de logos e ser. O homem como guardador da verdade do ser e a relação do ser com os homens: o ânimo do acontecimento-apropriador (Ereignis)
    • b) Resumo das indicações e dimensões em que se deve pensar a essência originária e não desdobrada do logos. A verdade do ser e o destino do pensamento metafísico

Suplemento

obra/ga55/start.txt · Last modified: by 127.0.0.1