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estudos:sheehan:vida-como-ter-de-ser

VIDA COMO TER-DE-SER (2015, 140-141)

SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015

Cada ser vivo — e não apenas um ser humano — é marcado com a caraterística essencial de Zu-sein, que significa tanto ter que ser como possibilidade quanto ter que se tornar ele mesmo como possibilidade para permanecer vivo. Um ser vivo tem o seu τέλος como auto-preservação (Selbst-erhaltung) (GA29-30). É levado a sobreviver, a continuar a manter-se, até que a sua capacidade de fornecer a sua própria auto-sustentação se esgote naturalmente ou seja cortada. Isto também implica que tudo o que está vivo pode morrer a qualquer momento. Não nos referimos aqui ao fato óbvio de que o ser vivo, seja planta, animal ou ser humano, se move diacronicamente na direção de seu futuro falecimento. Pelo contrário, o ser vivo está sempre no ponto de morte: zum Ende, zum Tode.


  • Todo vivente — e não apenas o ser humano — encontra-se marcado pela característica essencial de zu-Sein, que significa ter-de-ser como possibilidade e ter-de-tornar-se a si mesmo como possibilidade para permanecer vivo, possuindo seu τέλος como Selbst-erhaltung e sendo impulsionado a sobreviver até que sua capacidade de auto-sustentação se esgote ou seja interrompida, o que implica estar sempre zum Ende, zum Tode, vivendo mortalmente como constante confronto com a possibilidade última de não ter mais possibilidades.
    • zu-Sein como ter-de-ser e tornar-se possibilidade.
    • τέλος entendido como auto-preservação.
    • Vida como impulso de continuidade até o esgotamento.
    • Mortalidade estrutural como estar sempre à beira do fim.
    • Morte como ausência absoluta de possibilidades.
  • Essa estrutura pertence de modo essencial e a priori à vida, de modo que os termos “lançado” ou “apropriado” em possibilidade indicam a facticidade do vivente — aquilo que ele não pode não ser — sendo a facticidade e o estar-à-beira-da-morte propriamente humanos, mas aplicáveis analogicamente a todo vivente segundo proporcionalidade própria, já que a vida implica ser sempre mais do que é de facto, porém nunca mais do que é faktisch, isto é, nunca além da auto-possibilitação à qual está obrigada.
    • Estrutura necessária e não contingente da vida.
    • Facticidade como impossibilidade de não-ser.
    • Aplicação analógica da facticidade aos viventes.
    • Distinção entre de facto e faktisch.
    • Auto-possibilitação como limite constitutivo do vivente.
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