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SINN (2015, XVII-XIX)
SHEEHAN, Thomas. Making Sense of Heidegger: A Paradigm Shift. Lanham: Rowman & Littlefield, 2015
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O uso de Sinn e Bedeutung em Heidegger evolui ao longo do tempo e não é consistente, distinguindo-se tanto de Frege quanto de Husserl, pois Sinn não designa unidade ideal de sentido independente dos atos psicológicos nem o noema de uma noesis husserliana, e Bedeutung não significa referência no sentido fregeano nem mera expressão linguística como em Investigações Lógicas.
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Rejeição da concepção fregeana de Sinn como idealidade pura.
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Distanciamento do noema em Husserl.
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Bedeutung não como referent nem apenas expressão linguística.
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Em Ser e Tempo, Sinn e Bedeutung são estreitamente relacionados, embora Sinn seja mais amplo, sendo ambos usualmente traduzidos como sentido ou significado, com Bedeutung referindo-se sempre ao sentido de uma coisa particular.
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Sinn como termo mais abrangente.
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Bedeutung como sentido de algo determinado.
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Tradução intercambiável como sentido ou significado.
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Quando Sinn é empregado raramente em relação a coisas, ele designa sua significatividade ou inteligibilidade, mas quando aparece na expressão der Sinn vom Sein funciona como indicação formal da clareira que torna possível toda inteligibilidade.
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Sinn das coisas como inteligibilidade.
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Sinn vom Sein como indicação formal.
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Indicações correlatas: Wesen, Ort/Ortschaft/τόπος, Wahrheit do Sein.
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A segunda divisão de Ser e Tempo argumenta em direção ao conteúdo do termo formalmente indicativo Sinn, identificando-o como o horizonte lançado-aberto no qual o Sein aparece como inteligível.
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Transição do indicativo formal ao conteúdo.
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Horizonte lançado-aberto como condição de inteligibilidade.
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Sein manifestando-se como compreensível nesse horizonte.
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No pensamento médio e tardio, Heidegger abandona a abordagem transcendental-horizonal de Ser e Tempo, substituindo Sinn por termos coequivalentes como Offene, Entwurfbereich e sobretudo Lichtung enquanto domínio da presença significativa.
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Substituição terminológica.
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Offene e Entwurfbereich como domínio aberto.
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Lichtung como espaço da presença significativa.
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A busca de Heidegger pelo der Sinn von Sein não visava uma definição ou conceito de Sein, pois a tradição desde os gregos já compreendia Sein como Anwesen, interpretado fenomenologicamente como presença significativa das coisas para o homem.
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Conceito tradicional de Sein como Anwesen.
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Interpretação fenomenológica como presença significativa.
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Ausência de busca por definição conceitual.
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A expressão der Sinn von Sein é apenas indicação formal que aponta para aquilo que responde pelo fato de que as coisas podem e devem ser discursivamente inteligíveis, sendo a resposta final a abertura lançada sempre operante e ocultamente apropriada como clareira.
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Sinn como indicação formal provisória.
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Necessidade de inteligibilidade discursiva.
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Abertura lançada como clareira apropriada.
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