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estudos:sheehan:clareira-do-e-para-o-ser-die-lichtung

A "CLAREIRA" DO E PARA O SER, DIE LICHTUNG (1995)

Das Gewesen Remembering the Fordham Years

  • O tema central não é o “ser” em seus sentidos tradicionais, mas a die Lichtung como o locus onde o ser pode manifestar-se, análogo ao topos eidon de Aristóteles em De Anima III, 4, 429a 27-28, sendo o Da de Sein o lugar em que o quê, o que e o como das coisas tornam-se efetivamente manifestos na experiência humana.
    • die Lichtung como lugar do ser.
    • Analogia com o topos eidon aristotélico.
    • Da de Sein como campo de manifestação.
    • Manifestação do quê, do que e do como das coisas.
  • A essência do ser humano consiste em ser já necessariamente o lugar onde as coisas se mostram como o que, que e como são, sendo sua natureza o locus do “como”, entendido como possibilidade de algo aparecer como isto ou aquilo, isto é, em seu ser.
    • Essência humana como lugar de manifestação.
    • “Como” como estrutura de aparecimento.
    • Manifestação do ser como aparecer-em.
  • O “como” implica discursividade como necessidade estrutural, pois o ser humano encontra-se lançado em uma relação mediada e discursiva com as coisas mediante uma estrutura do como que une síntese e diferenciação, expressa no λόγος entendido como discursividade, operando tanto na práxis quanto na teoria.
    • Condenação à mediação discursiva.
    • Síntese “como” e diferenciação “como-não”.
    • Operatividade na práxis e na teoria.
    • λόγος como estrutura de discursividade.
  • O ser humano encontra-se sempre já lançado no λόγος, e o λόγος como possibilidade de significatividade discursiva constitui o que se denomina “mundo”, de modo que estar condenado a esse campo implica clareá-lo e mantê-lo aberto, o que se exprime inicialmente como ser-no-mundo e significa não possuir qualquer fundamento fora do λόγος, nem na αἴσθησις nem no νοῦς.
    • Mundo como campo de discursividade.
    • Ser-no-mundo como clareamento do campo.
    • Ausência de fundamento fora do λόγος.
    • Prioridade lógico-ontológica do lançamento.
  • Clarear e manter aberto o campo da discursividade significa estar estruturalmente posicionado a “tomar-como”, isto é, relacionar X como Y, o que pressupõe uma estrutura distensiva (Ausbreitung) na qual o ser humano encontra-se à frente de sua atualidade, estendido em suas possibilidades, de modo que suas operações discursivas decorrem de sua constituição ontológica distensiva.
    • Tomar X como Y como estrutura fundamental.
    • Necessidade prévia de acesso às possibilidades.
    • Estrutura como distensão (Ausbreitung).
    • Operatio sequitur esse aplicada à discursividade.
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