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estudos:merleau-ponty:1942:start

Estrutura do comportamento

MERLEAU-PONTY, Maurice. La structure du comportement. Précédé de « Une philosophie de l'ambiguïté » par Alphonse De Waelhens. Paris: Presses Universitaires de France, 1942. (Bibliothèque de Philosophie Contemporaine).

Uma filosofia da ambiguidade, por Alphonse De Waelhens

INTRODUÇÃO — O problema das relações entre consciência e natureza

Capítulo I. O comportamento reflexo

Introdução: a definição de objetividade em fisiologia e a concepção clássica do reflexo. Os métodos de análise real e de explicação causal

  • I. A concepção clássica do reflexo e suas hipóteses auxiliares
    • 1. O “estímulo”
    • 2. O lugar da excitação
    • 3. O circuito reflexo
    • Condições químicas, secretórias, vegetativas do reflexo. — Condições cerebrais e cerebelares; noções de inibição e de controle, de coordenação e de integração; concepção hierárquica do sistema nervoso. — Dependência do reflexo em relação às reações simultâneas. — Em relação às reações precedentes: a irradiação, a inversão do reflexo, a lei de Weber e a noção de limiar.
    • 4. A reação
    • Resumo; o problema da ordem; ordem anatômica e ordem fisiológica.
  • II. A interpretação do reflexo na Gestalttheorie
    • 1. O reflexo de fixação ocular; as relações das excitações entre si e com a reação
    • 2. Consequências
    • 3. Verificação dessas consequências: as reorganizações funcionais e as suplências, em particular na hemianopsia
    • 4. Significação biológica do reflexo
  • III. Conclusão
    • 1. A categoria de “forma”
    • 2. É ela supérflua, e a função nervosa se reduz, numa fisiologia suficientemente desenvolvida, a um entrecruzamento de relações do tipo físico?
    • 3. Forma e finalidade. A ordem como categoria descritiva

Capítulo II. Os comportamentos superiores

  • I. A reflexologia de Pavlov e seus postulados
    • Ela pressupõe uma descrição do comportamento. Análise físico-química e análise do comportamento em fisiologia
  • II. O “setor central” do comportamento e o problema das localizações
    • 1. Resultados geralmente admitidos no problema das localizações
    • A análise da doença, os distúrbios de estrutura. — Funcionamento global e funcionamento em mosaico. — Concepção mista das localizações e paralelismo funcional.
    • 2. Interpretação desses resultados: a noção de coordenação basta para dar conta deles?
    • A coordenação na percepção espacial e a “disparação das imagens”. — Na percepção cromática; o “nível cromático”. — Na fisiologia da linguagem. — Equívoco da noção de coordenação.
    • 3. Conclusão
    • Contra o empirismo e o intelectualismo em fisiologia. A forma nos fenômenos centrais. Mas o que é uma forma?
  • III. As estruturas do comportamento
    • 1. A aprendizagem não pode ser interpretada como uma associação de eventos nervosos exteriores uns aos outros
    • 2. Descrição das estruturas de comportamento
      • A) As formas sincréticas e o instinto. — B) As “formas amovíveis”: o sinal; as relações espaciais e temporais; as relações mecânicas e estáticas. — C) As formas simbólicas.
    • Conclusão: Significação do reflexo condicionado: fenômeno patológico ou atividade superior. Comportamento e existência

Capítulo III. A ordem física, a ordem vital, a ordem humana

Introdução: A Gestalttheorie quer ultrapassar as antinomias do substancialismo. — Na realidade, é a elas reconduzida por falta de uma análise filosófica da “forma”

  • 1. A estrutura em física
    • 1. Em que sentido é verdadeiro dizer, contra o positivismo, que o mundo físico comporta estruturas
    • 2. Mas elas não estão “dentro” de uma “natureza”
    • 3. A estrutura é para uma consciência
  • II. As estruturas vitais
    • 1. Originalidade das formas vitais em relação aos sistemas físicos. O organismo e seu meio como termos de uma nova dialética
    • 2. O organismo como “ideia”
    • 3. A unidade de significação, no organismo, para além da antinomia mecanismo-vitalismo
  • III. A ordem humana
    • 1. A vida da consciência
      • — A relação de consciência e ação permanece exterior nos contemporâneos. Consequências no que diz respeito à teoria da percepção
      • — Caracteres da percepção incipiente: ela se liga a intenções humanas mais do que a objetos e experimenta realidades mais do que conhece verdades
      • — Consequências no que diz respeito à estrutura da consciência: várias espécies de intenções, a consciência de realidade
    • 2. A consciência propriamente humana
    • 3. Contra o pensamento causal em psicologia. Interpretação do Freudismo em termos de estrutura
    • 4. O “psíquico” e o espírito não são substâncias, mas dialéticas ou formas de unidade. — Como ultrapassar a alternativa do “mentalismo” e do “materialismo”. — O psíquico como estrutura do comportamento
    • Conclusão: Duplo sentido das análises precedentes. Admitem elas uma conclusão criticista?

Capítulo IV. As relações da alma e do corpo e o problema da consciência perceptiva

  • I. As soluções clássicas
    • 1. A consciência ingênua e seu realismo empírico
    • 2. O realismo filosófico do sensível
    • 3. O pseudo-cartesianismo da ciência
    • 4. A análise cartesiana da consciência perceptiva
    • 5. A ideia crítica. O problema das relações da alma e do corpo resolvido por uma teoria intelectualista da percepção
  • II. Não há uma verdade do naturalismo?
    • 1. Em que sentido os capítulos precedentes conduzem à atitude transcendental. Matéria, vida, espírito definidos como três ordens de significação
    • 2. Mas nossa conclusão não é criticista
    • 3. É preciso distinguir a consciência como lugar das significações e a consciência como fluxo do vivido
      • A) A percepção exterior. O fenômeno da coisa — O fenômeno do corpo próprio. — Retorno ao campo perceptivo como a uma experiência originária. O realismo como erro bem fundamentado
      • B) O erro, as estruturas psíquicas e sociais
    • 4. Estrutura e significação. O problema da consciência perceptiva.
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