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Levinas
HAAR, Michel. La philosophie française entre phénoménologie et métaphysique. Paris: PUF, 1999
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O Autro em Levinas não recebe uma acepção única e unívoca, designando simultaneamente uma universalidade abstrata, dimensões pré-reflexivas da subjetividade, o estrangeiro ou o próximo, e a particularidade do Rosto, que é ao mesmo tempo proximidade e altura, distância intransponível, sendo o lugar da relação com Deus, mas não um lugar propriamente dito, o que torna problemática a definição da subjetividade como “o Outro no Mesmo”, pois a questão de qual sentido de Outro está em jogo permanece obscura.
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Levinas afirma que o Outro é o verdadeiro Sujeito, o Si absoluto, enquanto o Eu pertence à esfera superficial da consciência, mas se o Si é o absolutamente Outro, há um clivagem entre o Eu e o Si que, se absoluta, levaria a um desdobramento do sujeito, e se o Outro está no Mesmo, eles devem se encontrar, o que sugere uma dialética interna que Levinas recusa, voltando a uma cisão parmenidiana em que o Mesmo e o Outro se mantêm em relação e se absolvem dela, permanecendo absolutamente separados.
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Essa separação absoluta se revelaria na experiência ética primordial da sujeição radical e originária ao Outro, a passividade descrita através dos temas da obsessão por outrem e da proximidade, mas é contraditório afirmar que o Outro constitui o Si e lhe é, ao mesmo tempo, radicalmente estrangeiro, pois a inerência do Outro no Mesmo não pode ser ao mesmo tempo dialética e não dialética, e o caráter não dialetizável do Outro em mim não pode ser igualmente não ético.
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Levinas afirma que a relação com o Outro é uma relação não dialética, pois a alteridade do Outro é irredutível à identidade do Mesmo, e a relação entre eles não é uma correlação, mas uma “religião”, no sentido etimológico de ligação a um termo que permanece transcendente, e a ideia de uma “separação absoluta” entre o Mesmo e o Outro significa que a relação não é uma troca ou uma reciprocidade, mas uma distância que nunca é superada, sendo a metafísica o movimento que vai do Mesmo em direção ao Outro sem que este seja alcançado.
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O Outro é tratado como uma “transcendência pura”, que não pode ser integrada em nenhuma totalidade, e a relação ética é assimétrica, pois o Outro é sempre superior, e o sujeito é passivo, “obsedado” pelo Outro, e Levinas afirma que o Outro é a fonte de todo sentido, mas essa fonte é inapreensível, e a relação com o Outro não pode ser tematizada, pois a tematização já é uma forma de redução do Outro ao Mesmo, o que coloca a questão de como uma filosofia pode afirmar a transcendência do Outro sem reduzi-lo a um tema.
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A relação com o Outro é descrita como uma “proximidade” que não é uma relação espacial, mas uma relação de “obsessão”, na qual o sujeito é afetado pelo Outro antes de qualquer consciência, e essa afecção é uma “passividade mais passiva que toda passividade”, uma “sujeição” que não é uma relação de conhecimento, mas uma relação ética em que o sujeito é responsável pelo Outro antes de qualquer escolha, e essa responsabilidade é uma “substituição”, na qual o sujeito é colocado no lugar do Outro, sendo por ele “perseguido” e “obsedado”.
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A ética de Levinas é uma ética da “primeira filosofia”, que precede a ontologia, e a relação com o Outro é a relação fundamental que funda a possibilidade de qualquer sentido, mas essa relação não é uma relação de reciprocidade, pois o Outro é sempre “mais alto”, e o sujeito é sempre “responsável” pelo Outro, e essa responsabilidade é uma “crise” da consciência, que é posta em questão pelo Outro, e a passividade do sujeito é tal que ele é “refém” do Outro, não podendo escapar à responsabilidade que lhe é imposta.
A proximidade e a obsessão são ênfases ou hipérboles da presença do Outro no sujeito, e Levinas não abandona o privilégio da presença, mas apenas o da presença para o sujeito, pois o Outro se impõe como uma presença que não pode ser integrada, uma “obsessão” que é uma “presença sem presença”, e essa presença do Outro é descrita como uma “proximidade” que é uma “exposição” do sujeito ao Outro, e essa exposição é uma “ferida” e uma “vulnerabilidade”, que é a condição mesma da subjetividade.-
A proximidade é uma relação que não é uma relação de distância, mas uma relação de “não-indiferença”, e o sujeito é “afetado” pelo Outro antes de qualquer representação, e essa afecção é uma “obsessão” que é uma “inquietação” e uma “perseguição”, e a proximidade é descrita como uma “perseguição” que é anterior a qualquer relação de poder, e o sujeito é “refém” do Outro, e essa refém é a condição da responsabilidade, que é a essência do sujeito.
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A obsessão é descrita como uma “experiência” da “nudez” e da “pobreza” do Outro, e essa experiência é uma “angústia” pela morte do Outro, mas Levinas afirma que a obsessão não é simétrica, não é reversível, porque o sujeito afetado pelo Outro não pode pensar que a afecção seja recíproca, e a obsessão é uma “sufocação” e uma “impossibilidade de recuar”, e o sujeito é “arrastado” para uma responsabilidade que não pode evitar, e essa responsabilidade é uma “eleição” que o sujeito não escolheu.
A proximidade e a obsessão são apresentadas como uma “perseguição” que é “pré-originária”, anterior a todo conceito, a toda história, imemorial, mas essa perseguição parece tacitamente hantada pelos diversos rostos históricos da perseguição, e a questão é como o Outro pode ser transcendentalmente ao mesmo tempo a fonte do maior mal e do maior bem, designando a subjetividade à sua responsabilidade mais alta enquanto a entrega ao seu perseguidor.-
A obsessão é uma “sufocação” e uma “impossibilidade de recuar”, e o sujeito é “arrastado” para uma responsabilidade que não pode evitar, e essa responsabilidade é uma “eleição” que o sujeito não escolheu, e a “perseguição” é a própria condição da subjetividade, que é constituída por essa relação de obsessão, mas a ética não pode ser apenas sofrida, como uma “mise en question” pela presença do Outro da “espontaneidade egoísta do Mesmo”, e a questão de como uma verdadeira relação ética poderia se fundar sobre a pura passividade, sobre a pura dor, sobre a unilateralidade, sobre a não-reciprocidade permanece.
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Levinas afirma que a obsessão é sofrimento e “contrariedade”, e o altruísmo é “contra a natureza”, não voluntário, inseparável da perseguição possível, e a perseguição “leva o eu a si”, mas é difícil admitir que a perseguição seja pré-originária, imemorial, enquanto é tacitamente hantada pelos rostos históricos da perseguição, e a estranha lógica do Outro no Mesmo implica que o perseguido tira sua identidade do perseguidor que ele carregaria no fundo de si mesmo.
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O Rosto do Outro é descrito como um “comandamento” vindo de um “passado imemorial”, e o Rosto é ao mesmo tempo o “visage éthique” e o “visage empirique”, mas Levinas opera uma contração em que o Rosto é despojado de toda forma, reduzido à sua nudez e pobreza, e essa contração é impossível de compreender, pois o Rosto é apresentado como além de toda descrição, exigindo uma descrição que se realize apenas na linguagem ética, e o Rosto recusa todo retrato, toda imagem, sendo iconoclasta, e essa apresentação do puro Rosto eclipsa todos os traços da carne.
O Rosto do Outro é descrito como uma “proximidade” que é uma “exposição” do sujeito, e essa exposição é uma “ferida” e uma “vulnerabilidade”, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer reflexão, e essa responsabilidade é uma “substituição”, na qual o sujeito é colocado no lugar do Outro, e o “para-o-outro” é a estrutura mesma da subjetividade, que é definida por essa responsabilidade, e essa responsabilidade é uma “eleição” que o sujeito não escolheu, e é uma “perseguição” que o sujeito sofre, e o sujeito é “refém” do Outro.-
A responsabilidade é uma “resposta” ao Outro antes de qualquer pergunta, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e a responsabilidade é “infinita”, pois o sujeito é sempre responsável por mais do que pode, e essa responsabilidade é a condição da subjetividade, e a subjetividade é definida por essa responsabilidade, e essa responsabilidade é uma “substituição” que é a própria estrutura do sujeito, e o sujeito é “substituído” pelo Outro.
A passividade do sujeito na obsessão é uma passividade que não é uma passividade de recepção, mas uma passividade de exposição, e o sujeito é exposto ao Outro antes de qualquer consciência, e essa exposição é uma “ferida” e uma “vulnerabilidade”, e o sujeito é “marcado” pelo Outro, e essa marca é uma “palavra” que o constitui, e o sujeito é “interpelado” pelo Outro, e essa interpelação é uma “eleição” que o sujeito não escolheu, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer ato, e essa responsabilidade é uma “dívida” que não pode ser paga.-
A passividade da obsessão é descrita como uma “substituição”, e o sujeito é “substituído” pelo Outro, e essa substituição é uma “expiação” pelo Outro, e o sujeito é “exposto” pelo Outro, e essa exposição é uma “perseguição”, e o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e essa perseguição é a condição da subjetividade, e a subjetividade é definida por essa perseguição, e o sujeito é “refém” do Outro, e essa refém é a condição da responsabilidade, e a responsabilidade é a essência do sujeito.
A proximidade é descrita como uma “relação sem distância”, mas que é ao mesmo tempo uma “distância” que nunca é superada, e o sujeito é “confrontado” com o Outro, e esse confronto é uma “ética” que é uma “crise” da consciência, e a consciência é posta em questão pelo Outro, e essa “mise en question” é a “descoberta” da ética, e a ética é a “primeira filosofia”, e a ética é a relação fundamental que funda a possibilidade de qualquer sentido, e essa relação é uma relação de “responsabilidade” que é “infinita” e “assimétrica”.Levinas afirma que a relação com o Outro é uma relação de “proximidade” que é uma “relação sem distância”, mas que é ao mesmo tempo uma “distância” que nunca é superada, e o sujeito é “confrontado” com o Outro, e esse confronto é uma “ética” que é uma “crise” da consciência, e a consciência é posta em questão pelo Outro, e essa “mise en question” é a “descoberta” da ética, e a ética é a “primeira filosofia”, e a ética é a relação fundamental que funda a possibilidade de qualquer sentido, e essa relação é uma relação de “responsabilidade” que é “infinita” e “assimétrica”, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer ato, e essa responsabilidade é uma “dívida” que não pode ser paga, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e o sujeito é “substituído” pelo Outro, e essa substituição é a própria estrutura do sujeito.A ética de Levinas é uma ética da “substituição”, na qual o sujeito é colocado no lugar do Outro, e essa substituição é uma “expiação” pelo Outro, e o sujeito é “exposto” pelo Outro, e essa exposição é uma “perseguição”, e o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e essa perseguição é a condição da subjetividade, e a subjetividade é definida por essa perseguição, e o sujeito é “refém” do Outro, e essa refém é a condição da responsabilidade, e a responsabilidade é a essência do sujeito, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer reflexão, e essa responsabilidade é uma “substituição” que é a própria estrutura do sujeito.-
A responsabilidade é descrita como uma “obsessão” que é uma “proximidade” que é uma “relação sem distância”, e o sujeito é “confrontado” com o Outro, e esse confronto é uma “ética” que é uma “crise” da consciência, e a consciência é posta em questão pelo Outro, e essa “mise en question” é a “descoberta” da ética, e a ética é a “primeira filosofia”, e a ética é a relação fundamental que funda a possibilidade de qualquer sentido, e essa relação é uma relação de “responsabilidade” que é “infinita” e “assimétrica”, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer ato, e essa responsabilidade é uma “dívida” que não pode ser paga, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar.
O “para-o-outro” é a estrutura mesma da subjetividade, que é definida por essa responsabilidade, e essa responsabilidade é uma “eleição” que o sujeito não escolheu, e é uma “perseguição” que o sujeito sofre, e o sujeito é “refém” do Outro, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer reflexão, e essa responsabilidade é uma “substituição” que é a própria estrutura do sujeito, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e o sujeito é “substituído” pelo Outro, e essa substituição é a própria estrutura do sujeito, e o sujeito é “exposto” pelo Outro, e essa exposição é uma “perseguição”, e o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e essa perseguição é a condição da subjetividade.Levinas afirma que a responsabilidade é a essência do sujeito, e que o sujeito não pode se subtrair à sua responsabilidade, e que a responsabilidade é uma “dívida” que não pode ser paga, e que o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e que essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e que o sujeito é “substituído” pelo Outro, e que essa substituição é a própria estrutura do sujeito, e que o sujeito é “exposto” pelo Outro, e que essa exposição é uma “perseguição”, e que o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e que essa perseguição é a condição da subjetividade.-
A relação ética em Levinas é, portanto, paradoxalmente, não uma relação ou comunicação, mas um movimento irrelativo, absoluto, interno ao sujeito, o do Eu ao Si, do voluntário ao não-voluntário, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer ato, e essa responsabilidade é uma “dívida” que não pode ser paga, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e o sujeito é “substituído” pelo Outro, e essa substituição é a própria estrutura do sujeito, e o sujeito é “exposto” pelo Outro, e essa exposição é uma “perseguição”, e o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e essa perseguição é a condição da subjetividade.
A “proximidade” e a “obsessão” são as formas de presença do Outro no sujeito, e essa presença é uma “presença sem presença”, uma “obsessão” que é uma “sufocação” e uma “impossibilidade de recuar”, e o sujeito é “arrastado” para uma responsabilidade que não pode evitar, e essa responsabilidade é uma “eleição” que o sujeito não escolheu, e o sujeito é “refém” do Outro, e essa refém é a condição da responsabilidade, e a responsabilidade é a essência do sujeito, e o sujeito é “responsável” pelo Outro antes de qualquer reflexão, e essa responsabilidade é uma “substituição” que é a própria estrutura do sujeito.-
A ética levinasiana é, portanto, uma ética da passividade radical, da obsessão e da perseguição, na qual o sujeito é constituído por sua responsabilidade pelo Outro, e essa responsabilidade é uma “dívida” infinita que não pode ser paga, e o sujeito é “chamado” à responsabilidade, e essa chamada é um “comandamento” que o sujeito não pode recusar, e o sujeito é “substituído” pelo Outro, e essa substituição é a própria estrutura do sujeito, e o sujeito é “exposto” pelo Outro, e essa exposição é uma “perseguição”, e o sujeito é “perseguido” pelo Outro, e essa perseguição é a condição da subjetividade.
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