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Átrio do Ser (L'aitree de l'Etre)
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Advertência do texto intitulado L'aitree de l'Etre (1990/1991), uma Zweite Fassung ou segunda versão ampliada de um texto de 1989.
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Publicação original de 1989 como introdução à tradução francesa de conferência de Friedrich-Wilhelm von Herrmann sobre o tournant de Heidegger.
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Versão integral redigida entre 1989 e 1991, permanecendo inédita até sua publicação online, com notas posteriores adicionadas.
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Objetivo central: justificar e apresentar a proposta de tradução dos termos-chave heideggerianos Wesen por aître e die Wesung des Seins als Ereignis por l'aître de l'Estre comme Événement.
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Dedicatória a Friedrich-Wilhelm von Herrmann, editor e intérprete fiel de Heidegger.
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Epígrafe de Heidegger sobre localizar a língua em seu lugar, levando-nos ao sítio onde ela tem seu outro.
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Publicação em 1989 de Beiträge zur Philosophie (Vom Ereignis), considerado o segundo chef-d'œuvre de Heidegger após Ser e Tempo.
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Manuscrito redigido entre 1936-1938, marcando elaboração da questão do ser à luz da história do Seyn (Estre).
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Subtítulo Vom Ereignis (Do Acontecimento) indica que o livro procede e emerge deste Ereignis singular e imemorial.
Ereignis não é um evento factual ou sensacional, mas o evento próprio do desvelamento e apropriação na história do ser.Enredo do livro gira em torno da Topologie des Seyns (topologia do Estre), delineada como uma sextuple fugue.-
Beiträge zur Philosophie como obra que revoluciona a estrutura tradicional do livro filosófico.
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Desdobra arquitetura da topologia do Estre como uma paisagem pensada em fuga sextpla.
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Tournant (Kehre) no pensamento de Heidegger não é mera virada subjetiva, mas é prescrito pela própria curvatura do país da Contrée de l'Être.
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Caminhos do pensamento na Contrée do Ser implicam não apenas espacialidade (Räumlichkeit), mas temporalidade (Zeitlichkeit) e historicidade (Geschichtlichkeit).
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Implicam também a Temporalität des Seins, uma historicidade aventurosa do próprio Estre, sugerindo uma finitude do próprio Estre.
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Importância de pensar a medida topológica e a habitação da Contrée de l'Être.
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Contrée é o único lugar apropriado para a eventualidade do Événement do Ereignis, onde a verdade do Ser pode ter lugar.
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Esse lugar entrelaça inextricavelmente temporalidade e espacialidade, topologia e história.
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Tournant no pensamento de Heidegger é, portanto, chamado por um Tournant na topologia da Contrée do Ser, um Tournant dans l'Événement.
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Há uma torção, uma volte no próprio coração do Événement do Ereignis, uma Kehre im Ereignis.
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A topologia do Estre como Événement como horizonte para interpretar a fin da metafísica.
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Expressão fim da metafísica ou fim da filosofia não tem sentido depreciativo ou de término.
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Em alemão, Ende possui significado primariamente topológico (lugar, extremidade), não apenas temporal.
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Fim da filosofia é seu extremo topológico, o lugar de seu acabamento mais agudo e de sua possibilidade última.
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Neste tempo-lugar, o primeiro começo do pensamento ocidental atinge seu acabamento e o outro começo pode despontar.
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Este tempo-lugar é o Augenblick, o instante do clarão onde o Événement imemorial do Ereignis pode vir à luz.
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Tarefa tripla da conferência de von Herrmann, O fim da metafísica e o outro começo do pensamento.
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Situar o tempo-lugar do fim da metafísica como ponto extremo do primeiro começo e momento crítico para outro começo.
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Relacionar este tempo-lugar à topologia do Estre como Événement do Ereignis e ao tournant aí implicado.
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Dar conta da inflexão no caminho do pensamento de Heidegger, da ontologia fundamental de Ser e Tempo para o pensamento da história do Estre.
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Von Herrmann, como antigo assistente de Heidegger, situa-se num ponto crucial para vislumbrar os traços da topologia do Estre esboçada nos Beiträge.
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Dificuldades fundamentais da tradução do pensamento heideggeriano, concentradas em pontos críticos.
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Dificuldades refletem os próprios pontos onde o pensamento na língua original é posto à prova.
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Pontos críticos relacionam-se ao fato único e singular que constitui a coisa mesma do pensamento do Ser no âmbito do Ereignis.
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Este fato é o nexo, vínculo ou rapport imemorial que entrelaça Seyn e Da-sein, o & de Seyn & Da-sein.
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Questão da tradução de Sein/Seyn e Dasein/Da-sein.
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Para Sein e das Sein, usar simplesmente ser e o Ser.
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Para a grafia arcaica Seyn, das Seyn, adotar a grafia antiga francesa Estre (pronunciado être), em itálico.
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Para Dasein e Da-sein, proposta de traduzir como être-le-là (ser-o-aí), seguindo sugestão de Heidegger em carta a Jean Beaufret.
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Tradução anterior être-là é rejeitada por reduzir a existencialidade à factualidade hegeliana ou sartriana.
Être-le-là permite evidenciar o -là que o ser humano tem a ser, sua dimensão topológica de abertura (Erschlossenheit) e instancialidade (In-ständigkeit) à verdade do Estre.O Da- de Dasein não é antropológico, mas topológico: nomeia o lugar (Stelle) ou localidade (Ortschaft) da verdade do Ser.Être-le-là é o modo de ser do humano como aquele que tem a ser o tempo e lugar onde há Ser, verdade e ingresso no mundo do ente.-
Esquema do Entwurf (esboço projetivo) e sua permanência através da Kehre.
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Entwurf não é projeto psicológico ou intencional, mas abertura ontológica de uma direção, ligada à temporalidade e à estrutura ex-stática do être-au-monde.
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Être-le-là é sempre já jogado (geworfen) numa condição prévia (Geworfenheit) que esboça a possibilidade de todo seu lançar-se.
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A realização do tournant revela que o Entwurf do être-le-là responde a um Zuwurf (lançamento-concedido) proveniente do próprio Ser.
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Propõe-se traduzir Entwurf por esquisse projective ou esquisse jetée, enfatizando seu aspecto topológico e não subjetivo.
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Esse esquematismo pertence ao Zeit-spiel-raum (espaço-de-jogo do tempo) dos Beiträge, aberto pelo Événement da história do Estre.
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Tradução da Kehre (o giro, a virada) e seus derivados.
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Termo tournant já consagrado nas traduções francesas é mantido para abranger a variedade de usos.
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Verbos derivados de kehren são traduzidos por derivados de tourner (retornar, desviar, voltar, etc.).
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Die Kehre im Ereignis torna-se le tournant dans l'Événement.
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Das Sichkehren des Seyns é traduzido por la volte de l'Estre, para captar a figura de dança, o girar sobre si mesmo.
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Tournant deve ser entendido topologicamente, como virada do caminho e como momento crítico de uma história-aventura.
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O tournant do caminho do pensamento é, antes, o Tournant da história do Estre, o Tournant dans l'Événement.
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Dificuldade intransponível de traduzir Ereignis e seu duplo registro etimológico.
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Opção por traduzir das Ereignis por l'Événement, mantendo a ressonância temporal e histórica imediata.
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É necessário retirar a noção do registro da événementialité (crônica) para o da éventualité e do Immémorial.
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Etimologia dupla de Ereignis (antigo Eräugnis):
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De eräugen (mostrar, fazer ver, tornar manifesto), ligado a Auge (olho), grego augē (clarão do olhar). Ereignis como o que se mostra, o que revela, podendo ser a Maravilha.
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Associação popular com eigen (próprio), aneignen (apropriar). Ereignis como apropriação, ajuntamento.
Heidegger conjuga os dois registros: o Événement do Ereignis é ao mesmo tempo revelação (desvelamento da verdade do Estre) e aí-apropriamento do être-le-là humano ao Ser.O Ereignis não se mostra, mas ereignet: acontece de modo singular, inaparente, apropriando.Propõe-se expressões como éventualiser e aí-appropriant para tentar captar o duplo movimento.-
Dificuldade central: traduzir die Wesung des Seyns (a westência do Estre).
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Expressão característica do tournant nos Beiträge, selando a assinatura do livro.
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Wesung é um neologismo formado do radical do verbo antigo wesen com o sufixo -ung, indicando processo de efetuação.
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Não se encontra nos dicionários; em Verwesung (decomposição) indica perda do Wesen.
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Filologicamente, poderia ser análogo a ousia ou essentia (nomes de ação).
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Porém, Heidegger arranca Wesung da esfera da ousia e da essentia metafísicas.
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Deve ser entendido a partir do sentido verbal e etimológico que Heidegger restitui a Wesen.
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Sentido heideggeriano de Wesen, distinto da tradição metafísica.
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Wesen, em Heidegger, não é essentia (quididade), oposta à existentia.
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Deriva do verbo antigo wesen, com raiz indo-europeia *wes- (sânscrito vásati), significando permanecer, habitar, demorar-se, residir.
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Aparentado a wahren (durar, permanecer).
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Em Introdução à Metafísica, Heidegger identifica três raízes do verbo ser:
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*es- (viver),
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*bheu-/*bhi (brotar, crescer), * *wes- (habitar, demorar-se), presente em wesen, gewesen, anwesend, abwesend. * Wesen significa originariamente o demorar-se e durar como presença, o vir à presença e sair dela. * Questão do Wesen des Seyns não é questão da essência do Ser, mas do séjour, demeure, habitation do Ser, seu modo de desdobramento durativo. * Diferença decisiva: Das Seiende “ist”. Das Seyn aber “west”. (O ente é. O Estre, porém, *west). * Proposta de tradução: die Wesung des Seyns por l'aîtrée de l'Estre. * Aîtrée é neologismo francês, formado com sufixo -ée (como em durée, entrée) sobre o radical do antigo vocábulo aître. * Aître (do latim atrium) significa pátio, lar, casa, mansão, lugar de habitação; por metonímia, a casa toda com suas dependências. * Etimologia popular confunde aître com âtre (lareira), revelando experiência imemorial da habitação. * Em aître ressoam as noções de séjour, demeure, habitation, ligadas à etimologia de wesen. * Permite pensar topologicamente: a aîtrée de l'Estre é o movimento, o processo movimentado da dispensação do Estre no Ereignis. * O Estre *aître (em vez de simplesmente être), desdobra o espaço e a duração de seu próprio séjour. * O être-le-là humano é o lugar (o aître) onde o Estre pode ter aître. * Consequências da tradução de Wesen por aître. * Das “Wesen” des Daseins em Ser e Tempo (p.42) deve ser lido como L'“aître” de l'être-le-là réside dans son existence, e não como essência. * A frase Das Seyn west als Ereignis torna-se L'Estre aître comme Événement. * O clivagem ist/*west (é/*aître) corresponde à diferença ontológica.
Deve-se falar, portanto, do aître da verdade, do aître do homem, do aître da técnica, do aître da linguagem, e não de suas essências.Exemplo: das Wesen der Technik (o aître da técnica) não é seu gênero ou essência metafísica, mas o modo como ela aître, impera, como Gestell, na dispensação da verdade do Ser.-
O aître da linguagem como casa do Ser.
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A linguagem não é uma faculdade acrescentada ao homem; é a casa do Ser, na qual o homem, habitando, ex-siste.
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Pensar o aître da linguagem a partir da correspondência ao Ser, como habitação do aître do humano.
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Mesmo quando a metafísica oculta seu aître, a linguagem permanece ontológica, lugar propício à topologia do Estre.
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Considerações finais sobre a tradução e os recursos das línguas.
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Resposta à observação de Beaufret sobre os limites do francês: Heidegger vê nela um indicativo para aprender mutuamente.
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Os limites de uma língua, quando levados ao extremo, revelam-se seu tesouro mais precioso, sua ressource última.
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Reconhecer a língua em seu lugar não é transportá-la, mas nos transportarmos ao lugar onde ela tem seu aître: recolhimento no Ereignis.
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A tarefa do tradutor é essa experiência do limite como recurso, no aprendizado recíproco e no pensamento produtivo.
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