estudos:chretien:biografia
Jean-Louis Chrétien (Universalis)
Encyclopaedia Universalis – Dictionnaire des Philosophes. Paris: Albin Michel, 1998/2012
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Jean-Louis Chrétien ocupa lugar singular no cenário filosófico contemporâneo
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Posição irredutível a rótulos únicos
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Fenomenólogo
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Teólogo
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Poeta
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Professor
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Erudito
Formação filosófica rigorosa-
Normalien
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Agrégé de philosophie
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Professor na Universidade Paris-IV
Recusa de uma identidade disciplinar fixa-
“A cada questão, seu modo de escrita”
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A escrita varia conforme o modo de acesso ao real
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Parole e corpo como eixos centrais
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Dois grandes temas atravessam toda a obra
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Palavra
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Corpo
Investigação contínua há mais de vinte e cinco anos-
Mais de vinte livros publicados desde 1985
Filosofia, teologia e poesia-
Não são gêneros intercambiáveis
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São modalidades distintas de uma mesma escuta
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Próximas, mas irredutíveis entre si
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Voz, resposta e anterioridade
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A obra do passado nos toca porque nela ressoa uma voz
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A escrita é encarnação de um sopro
Toda voz responde a uma voz anterior-
A inauguração é sempre resposta
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Há precedência e excesso da voz que chama
A voz não é presença plena-
O segredo habita o verbo
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Falar, pensar, sentir e sofrer são atravessados pelo oculto
Revelado e oculto-
Duas faces da mesma enigma
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Convocação permanente à busca
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Crítica da metafísica da presença
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Voz e visão foram reduzidas à presença plena pela tradição metafísica
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Desconstrução desse modelo
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Heidegger
Superação da crítica-
A voz não se esgota na desconstrução
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Ela permanece como endereço, promessa, compromisso
A voz é “coberta pelo que a faz doar-se”-
Guarda um segredo irredutível
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Promessa, taciturno e hospitalidade
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Toda palavra é habitada por um tácito
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Anterior a qualquer intenção explícita
A promessa precede o ato consciente de prometerA hospitalidade originária é a escuta-
Pode ser oferecida sem bens materiais
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Corpo e alma como disponibilidade
Responder não é apenas fornecer respostas-
É ser comprometido por um “antes”
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A palavra convoca à responsabilidade
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Alternância entre poesia e filosofia
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Escrita em regime de contraponto
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Como em Kierkegaard
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Discursos teóricos e textos poéticos
O poema dá a pensar o que a meditação conceitual descobreManutenção rigorosa da diferença-
Chiasma entre pensar e cantar
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A poesia não dissolve a filosofia
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A filosofia não captura o poema
A voz é frágil-
O indizível só emerge por esse esquife precário
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Corpo, sensível e alegria
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O poema enfrenta o sensível corpo a corpo
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A alegria não é estado psicológico
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É o próprio acontecimento do poema
A poesia nasce da travessia do obstáculo-
Do que permanecia improferido
O sensível não é obstáculo ao pensamento-
É sua condição de emergência
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Sombras da experiência humana
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Fadiga
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Lágrimas
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Acídia
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Relaxamento da alma
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Incapacidade de resistir às tentações
Essas sombras são constitutivas da presença-
Sem elas, não há futuro
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Apenas um presente fechado sobre si
A injustiça-
Vitória do presente sobre o futuro
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Memória, esquecimento e promessa
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A palavra poética é oferenda
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Exige escuta árdua e atenta
Contra o esquecimento-
Abertura ao inesquecível
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Atenção ao inesperado
A promessa vem do distante-
Incandescência íntima do longínquo
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Futuro improvável, mas insistente
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Agostinho, Escritura e simbolismo do corpo
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Meditações sobre:
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Santo Agostinho
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Cântico dos Cânticos
Articulação rigorosa entre:-
Filologia
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Filosofia
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Teologia
Atos de palavra-
Linguagem como evento encarnado
Corpo como lugar simbólico-
Não mero objeto
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Espaço de revelação
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Visão e escuta: não oposição, mas pluralidade
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Tradição grega (ver) e tradição judaica (escutar)
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Não são excludentes
A condição encarnada exige múltiplos acessos ao serFilosofia, teologia e poesia-
Cada uma com sua legitimidade própria
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Cada uma com seus enigmas e recursos
Nenhuma detém a palavra final-
Todas permanecem em estado de resposta
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