DASEIN (2014:13-14)
BRAVER, Lee. Heidegger: thinking of being. 1. publ ed. Cambridge: Polity Press, 2014.
“Dasein”, uma palavra comum para existência em alemão, é usada como um termo técnico para seres como nós no livro, especificamente seres (14) com a capacidade de estar conscientes. Outra possível armadilha terminológica aparece aqui: Heidegger usa o termo “existência” exclusivamente para nossa maneira de ser, então, tecnicamente, apenas Dasein existe; outras coisas têm suas próprias maneiras de ser. Heidegger define inicialmente Dasein como a entidade para quem, “em seu próprio Ser, esse Ser é uma questão para ela” (32/12). Isso significa que “não podemos definir a essência do Dasein citando um ‘o que’ do tipo que pertence a um assunto… sua essência reside, antes, no fato de que, em cada caso, ele tem seu Ser para ser, e o tem como seu próprio” (32-3/12). Nossa essência é não ter essência no sentido de características específicas, tarefas ou atividades que nos são atribuídas por nossa natureza. As rochas têm uma essência definida que não pode ser alterada; os animais são guiados pelo instinto e não podem refletir sobre o que devem fazer. Mas nós somos, até certo ponto, informe, o que significa que cabe a nós nos formarmos. Tornamo-nos um tipo particular de pessoa ao viver uma vida particular, tomando o que Heidegger chama de decisões “existentiell”, o que significa que elas pertencem a um Dasein específico, em oposição às características “existenciais” que todos os Dasein têm (33/12). Para conectar essa distinção com uma anterior, as qualidades existentiell são ontológicas e pertencem a um Dasein específico, enquanto as características existenciais pertencem à nossa maneira ontológica de ser, que é comum a todos os Dasein. (p. 13-14)
