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obra:ga74:39a48

GA74 §§39-48

Zum Wesen der Sprache und Zur Frage nach der Kunst [2010]

A Fala (resumos)

  • §39 — Perguntar o que “nós” devemos fazer diante do ente como Wille zur Macht é perguntar de modo demasiado curto; a questão só se abre quando o acontecimento é experimentado como Geschichte des Seyns.
  • §40 — Não se trata de ensinar uma nova filosofia nem de oferecer uma Weltanschauung utilizável; o único e ínfimo propósito é preparar, na Machenschaft do ente, uma Er-fahrung do Seyn — único solo de onde um Anfang da História pode brotar.
  • §41 — A posição histórica presente é o início da consumação da Neuzeit; o Zeit-Raum dessa determinação é a Geschichte da Wahrheit do Seyn, que brota do wesender do Seyn mesmo; a Grundstimmung dos destinados a fundar e guardar essa Geschichte é o Ent-setzen ante a indecidibilidade da proximidade e distância do deus.
  • §42 — A cegueira característica da época está em supor que, consolidado o poder externo, basta agora construir um “reino interior”, como se a Macht fosse algo exterior e não o mais íntimo de todo interior; tudo isso pertence ainda à Machenschaft, que não recua nem diante das máscaras mais espirituais.
  • §43 — Pflicht só existe onde há a mais alta liberdade da Selbstgesetzgebung; onde essa liberdade é negada e tudo entregue ao impulso cego de poder, a palavra “dever” torna-se falsificação; mais vinculante do que qualquer Pflicht é a Inständigkeit na Verhüllung do Seyn, pois somente a ousadia fria do pensar e a incorruptibilidade do questionar conduzem ao aberto onde obra e imagem podem ser sagradas pelo Seyn.
  • §44 — A Sage articula-se em torno de oito momentos essenciais: o Maß, o Unheimliche, a Inständigkeit, a Irre, a Macht, o Wort, a Befremdung e a Geduld.
  • §44 (Maß) — O Maß de toda história humana e de todo ente nela revelado é o Seyn mesmo, que determina por que e como há medida e como o Maß deve ser pensado segundo o Seyn; o homem, sendo primeiramente o medido, é também, enquanto er-eignado para a Lichtung, um Maß — e a Mittelmäßigkeit, pertencente ao domínio incondicionado da Machenschaft, é a perda desse Maß.
  • §45 — O equívoco central está em supor que o que deve concernir à pátria precisa ser “político”; a pátria só pode ser alcançada em seu Wesen quando ela própria se abre para seu Wesensgrund, ao passo que tudo o que é meramente político encarcera a pátria em seu Unwesen; um povo que aposta somente na juventude carece do Maß do Wesen e já iniciou seu declínio.
  • §46 — O Zeit-Raum parece de início um vazio mal preenchido pelo ente, mas é a plenitude da Wesung da Wahrheit do Seyn; raramente se experimenta o wesender do Ab-grundes porque, demasiado alienados do Seyn, esperamos tudo somente do ente.
  • §47 — A Zeitigung da Zeit não é mero fluxo ou sequência, nem processo indeterminado, mas é de ponta a ponta ekstática — abrangente e retentiva — e só pode ser pensada a partir do Er-eignungswesen do Ereignisses e da Ab-gründigkeit do Seyn; o mesmo vale para a Räumung do espaço, que lhe é unida.
  • §48 — O Zeit-Raum não é nem tempo nem espaço, nem sua soma ou composição posterior; é aquilo que já brotou ekstático-unitariamente do Wesen da Zeit e do Raum numa unidade irredutível a ambos — o Er-eignetes da Er-eignung, a Lichtung mesma.
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