BEFINDLICHKEIT, VERSTEHEN E REDE (1995)
Das Gewesen Remembering the Fordham Years
Na tradição recebida, a tríade que estrutura o In-Sein é Befindlichkeit, Verstehen e Rede. Tanto quanto se pode rastrear, essa tradição surge pela primeira vez em La Philosophie de Martin Heidegger (1942), de Alphonse de Waelhens. No entanto: (1) Embora os três fenômenos sejam equiprimordiais, não é claro que sejam “componentes” constitutivos ex aequo da clareira. Befindlichkeit e Verstehen são definidos e determinados por Rede, mas Rede não é o terceiro componente estrutural do “Da” ao lado desses dois, porque (2) Rede parece ser o todo sintético-diferencial já articulado do ser-no-mundo e, como tal, a essência definidora de Befindlichkeit e Verstehen sem a qual o Dasein não poderia ver os seres como … de modo algum, muito menos articulá-los em palavras. Interpretar a Rede como o terceiro de três momentos constitutivos do ser-no-mundo suprime o verdadeiro “terceiro” momento desse todo, nomeadamente, das verfallende Sein bei. . . . Além disso, em última análise, parece que não existem três momentos constitutivos da clareira ou do cuidado, mas apenas dois, na medida em que Befindlichkeit e Verstehen (tal como Existentialität e Faktizität) são apenas dois aspectos de um momento. Assim, no caso da Sorge, o “já-adiante” (Sich-vorweg-im-Schon-sein-in) é um momento, o “decair-com” (das verfallende Sein bei . . .), é o outro (SZ 192).
