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Ser si mesmo

ROMANO, Claude. Être soi-même: une autre histoire de la philosophie. Paris: Gallimard, 2018.

Prefácio

Introdução

  • Uma arqueologia da autenticidade
  • Uma história da ipseidade

Capítulo I. A revolução da autenticidade

  • Autenticidade e «ser si mesmo»
  • A verdade performativa
  • O pano de fundo da autenticidade: o natural

Primeira parte. A verdade pessoal: fontes antigas e tardo-antigas

  • Capítulo II. A negligência do magnânimo
    • O homem verídico
    • A veracidade do magnânimo
    • Desprezo do mundo ou negligência?
    • Simplicidade e graça do magnânimo
  • Capítulo III. A magnanimidade estoica
    • A virtude como ciência, técnica e domínio total
    • Tensão, esforço, vontade: o «voluntarismo» estoico
    • Declínio e transformação da magnanimidade
    • A veracidade estoica
  • Capítulo IV. O sábio e o orador: Cícero
    • A ética no elemento da socialidade
    • A «natureza particular» e sua função normativa
    • Decoro ético e retórico: retrato do sábio como orador
    • Persona, veracidade e ipseidade: as tensões do De Officiis
  • Capítulo V. Premissas do natural e elogios da negligência
    • A neglegentia diligens
    • As ambiguidades de Quintiliano
    • Uma sofística do discurso sincero: Hermógenes de Tarso
    • Frontão, ou a perfeição da negligência
    • Uma influência de Frontão sobre Marco Aurélio?
  • Capítulo VI. «Fazer a verdade» de Ambrósio a Agostinho
    • Simplicidade e beleza moral
    • Agostinho: «fazer a verdade»
    • A verdade que nos diz respeito
    • O repouso em Deus

Segunda parte. O ser si mesmo como graça, estilo e natural no renascimento

  • Capítulo VII. A ipseidade como graça: Castiglione na encruzilhada
    • Retrato do cortesão como filósofo
    • A graça como acordo consigo mesmo
    • Os dois paradigmas da graça
    • Graça, socialidade, individualidade
  • Capítulo VIII. A eclosão da individualidade no estilo e a transmutação estética da graça
    • A posteridade estética da sprezzatura
    • Etapas no caminho da autoafirmação do artista pelo estilo
    • Sprezzatura, expressão pessoal e domínio: Vasari
    • Graça e expressão de si: a pedagogia artística de Lomazzo
  • Capítulo IX. O ápice do natural: Montaigne
    • A graça e a «postura»
    • O estilo natural
    • A alocução ao leitor
    • Verdade, integridade, ipseidade
    • As fontes de opacidade para si mesmo
    • Uma contradição?
  • Capítulo X. O arqueiro de Montaigne
    • Sabedoria e natureza
    • O problema do arqueiro
    • O sábio, o idiota
    • A liberdade, a morte

Terceira parte. O declínio do natural e o desabrochar da autenticidade

  • Capítulo XI. Sociedade de corte e declínio do natural na época barroca
    • Teorias da dissimulação na era barroca
    • Gracián: triunfo da ostentação e esvaziamento da graça
  • Capítulo XII. Premissas da autenticidade na era do agostinismo
    • A desqualificação da natureza e do natural
    • La Rochefoucauld e as premissas da autenticidade
    • A aspiração a ser si mesma: A Princesa de Clèves
  • Capítulo XIII. Um excursus cartesiano
    • O desencantamento da natureza e a invenção do eu
    • O domínio de si racional
    • Retrato do ego como generoso
  • Capítulo XIV. Autenticidade e alienação: Rousseau
    • O «estoicismo» de Rousseau
    • A herança da reforma
    • O avesso da autenticidade: a alienação social
    • A primeira via de desalienação: a terapia do amor-próprio
    • A segunda via de desalienação: a utopia política
    • A contradição vivida da autenticidade
  • Capítulo XV. O fim do natural
    • Natural e colocação de si à prova: Marivaux
    • As contradições da graça
    • O vir a ser histórico e a nostalgia da natureza
    • O legado schilleriano
    • Kleist ou a reconciliação impossível
  • Capítulo XVI. Existência e verdade: Kierkegaard
    • Existir em verdade
    • Incógnito e verdade: os dois primeiros estágios da existência
    • As insuficiências da ética e o «salto» na fé
    • «Tornar-se a si mesmo»: o desmantelamento da egologia
    • O indivíduo diante do anonimato
  • Capítulo XVII. Heidegger e o acabamento da autenticidade
    • Eigentlichkeit / Uneigentlichkeit
    • A autenticidade radical
    • Mortalidade, consciência, resolução: a formalização da verdade da existência
    • A resolução como vontade de vontade
    • O nó da autenticidade

Epílogo

  • O natural existe? Uma apostila filosófica
    • Universalidade do fenômeno?
    • Ausência de intencionalidade?
    • O sofisma do natural
    • Pode-se ter por objetivo ser natural?
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