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5 Ato de expressão
NISHIDA, Kitarō. De la chose qui agit au soi qui voit. Tradução: Jacynthe Tremblay. Montréal: Les Presses de l’Université de Montréal, 2023.
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O ato de expressão não se confunde com a mera manifestação de sentimentos subjetivos, pois expressa um conteúdo que deve possuir significação objetiva, sendo compreensível por qualquer um, mesmo no caso da expressão artística.
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Todo ato de expressão se constitui a partir de três elementos distintos – o conteúdo expresso, o ato de expressão e a própria expressão –, os quais se unificam no movimento expressivo, mas permanecem diferenciados na linguagem.
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O conteúdo expresso e a expressão são objetivos, transcendendo os atos psicológicos: o primeiro pertence ao domínio do sentido, a segunda ao mundo da existência, cabendo ao ato subjetivo combiná-los.
II
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O ato de consciência não se reduz ao simples devir ou à sucessão causal de fenômenos, pois a coisa que age deve mudar por si mesma, implicando uma unidade entre fenômenos independentes do eu.
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A causa e o efeito são correlativos e só podem ser compreendidos no âmbito de uma unidade na qual duas coisas independentes interagem, de modo que o conceito de coisa se dissolve no conceito de força.
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A força consiste, para uma coisa, em modificar-se, e mesmo uma força que não muda deve existir agindo, sendo as forças unificadas por uma força unitária na medida em que interagem.
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No fundamento do agir encontra-se uma contradição lógica – o uno produz o diverso, enquanto o diverso constitui o uno –, sem a qual o próprio pensamento não se estabeleceria.
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O ato de pensamento é um evento temporal, enquanto o princípio o transcende; a unidade da verdade e a unidade dos fatos repousam sobre significações distintas de unidade.
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O tempo, pensado por Kant como forma da intuição, não pode fundamentar sozinho a realidade, pois tanto o conteúdo da sensação quanto o da pensação devem transcender o tempo para que haja conhecimento real.
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A autoconsciência revela uma posição fundamentalmente diferente entre conhecer as coisas e conhecer que se conhece, sendo esta última condição para que o eu transcenda o eu que pensa e para que a memória e a intuição se combinem.
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Uma unidade transconsciente está no fundamento do autoéveil, estabelecendo a unidade da consciência e a combinação direta entre o eu de ontem e o de hoje, apesar da descontinuidade da consciência.
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O tempo é a marca deixada pelo eu transcendente, e a força que age transcende o tempo, sendo um tempo dotado de conteúdo positivo.
III
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O agir comporta múltiplas significações: o ato mecânico, em que um fenômeno se acompanha necessariamente de outro sem finalidade; o ato teleológico, em que a totalidade é unificada por um propósito; e o ato psicológico, cuja unidade é imanente aos próprios fenômenos.
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Nos fenômenos psicológicos, a unidade precede os elementos e é inseparável do processo, diferentemente do que ocorre nos fenômenos biológicos, cuja unidade é dada exteriormente.
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A unidade é imanente a todos os fenômenos do espírito, mas apenas nos atos de apercepção – pensamento e vontade – o propósito se torna objeto de consciência e os atos do espírito são livres.
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Apenas na vontade o ato faz de si mesmo um propósito, enquanto no pensamento o propósito permanece exterior ao ato.
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O mundo da natureza, estabelecido pela unidade sintética da apercepção pura, é um mundo unificado que progride necessariamente segundo a causalidade, mas a coisa que age não se situa no tempo, fazendo do tempo uma expressão de si.
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A causa mecânica e a causa final são dois lados de uma mesma coisa, e a unidade que as fundamenta não aparece no nível do tempo, transcendendo-o.
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A matéria se conforma à sua qualidade interna, e a natureza material realiza sua unidade mecânica porque cada elemento se torna homogêneo, sendo a contingência aparente apenas um ponto de vista derivado da unidade orgânica.
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O tempo é uma espécie de agir sem conteúdo, mas deve haver algo que não passa por trás dele; a série temporal irrepetível se estabelece quando o domínio dos objetos do conhecimento conceitual se combina ao domínio da intuição de alto grau.
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A origem do movimento é incompreensível, e é precisamente esse elemento incompreensível que faz da natureza uma coisa que age.
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A apercepção pura de Kant, como síntese de pensamento e intuição, deve conter o tempo e fundar-se na consciência de si, na qual o ato se conhece e se estabelece o mundo da causa final.
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A finalidade é uma categoria reflexiva no mundo da natureza, mas torna-se categoria constitutiva no domínio dos fenômenos de consciência, onde o autoéveil voluntário aparece quando a apercepção pura se examina em si mesma.
IV
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Todo agir ocorre no tempo, que se estabelece pelo autoéveil, sob o qual se dissimula a vontade; a causa mecânica e a causa final são formas de vontade marcadas pelo autoéveil.
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A natureza real não se estabelece pela mera repetição de leis universais de implicação, mas exige relações com a totalidade e um tempo único irrepetível.
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As leis universais da natureza não são abstraídas da totalidade concreta, mas formam um grupo invariante em relação a coordenadas particulares, pressupondo uma unidade da totalidade.
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O conteúdo de pensamento com validade universal pode ser concebido como um grupo invariante no domínio dos atos de pensamento, e todo conteúdo de pensamento possui potencialmente um tempo pessoal.
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O tempo pessoal é o domínio da unidade voluntária que se estabelece quando a vontade retorna ao seu próprio autoéveil, e nele o mundo da natureza se torna um tempo pensado.
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O domínio da vontade, qualificado como reino dos fins, move-se na direção da particularização, e o conteúdo de pensamento com validade universal deve ser uma lei de dever-ser em relação a cada coisa individual.
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A validade universal é vista quando um conteúdo de pensamento infinito age temporalmente na percepção interna, sem ser entravado por relações infinitas com outros conteúdos.
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Na mente de Deus, todos os conteúdos de pensamento agem simultaneamente, e nossos atos de pensamento são uma descoberta dessa mente divina.
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O tempo irrepetível indica a combinação com uma posição de alto grau inacessível, e a verdade eterna, quando pensada no tempo físico, parece desprovida de relação com o tempo.
V
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O tempo se estabelece no nível da unidade do autoéveil, e o agir contém sentidos variados que correspondem a transformações pelas quais o autoéveil retorna ao autoéveil voluntário e o tempo enriquece seu conteúdo.
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A unidade da consciência deve ser completamente separada do tempo, e a consciência de ontem e a de hoje se combinam diretamente porque uma coisa neantizada age, não podendo a unidade fundar-se na matéria.
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Os fenômenos de consciência, uma vez despojados de sua significação, não são objetos de consciência, mas pertencem a uma consciência potencial cuja posição difere da consciência presente.
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O que na consciência é neantizado pode ser qualificado como agir, e disso depende que os atos do espírito sejam criadores e que o curso do eu seja único e irrepetível.
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A consciência pensa as coisas externas para tornar racional a contradição que contém, mas o mundo material não existiria separado da unidade dessa consciência, sendo uma sombra do ser projetada na direção do nada.
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A unidade da consciência é simultaneamente começo e fim, causa e propósito, e a quarta posição de Scot Érigène – nem criante, nem criada – deve estar no fundamento dessa unidade.
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A unidade da consciência deve ser nada e negação de si, mas age em cada ponto como causa e fim, e o ato de criação requer uma coisa que se faça substrato, um nada que contenha o ser e potencialidades infinitas.
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A intuição verdadeira é a posição da união do pessoal e do transpessoal, do eu e do não-eu, e o Deus verdadeiro não é criador, mas semelhante à Gottheit dos místicos.
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O que engloba todas as coisas e as faz estabelecer-se é o Uno de Plotino, e a consciência se estabelece contendo em si sua própria negação.
VI
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Se o fundamento da unidade do autoéveil é a posição do Uno, o tempo se estabelece por essa posição, e o ato de expressão aparece no fundo do autoéveil que também se nega, entrando em uma fase eterna.
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A comunicação direta do pensamento pelo langage exige que haja elementos comuns nos espíritos, que se reconhecem por signos impessoais e comuns, sendo a expressão condição de estabelecimento do pensamento e não apenas seu resultado.
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A palavra é o lugar público no qual o pensamento se objetiva e se torna objetivo, e o domínio da palavra está no fundamento do pensamento, como sustentam Bolzano e Husserl.
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O espírito objetivo se reflete em si pelo langage, e é vivendo nesse espírito objetivo que nos compreendemos reciprocamente, dependendo da expressão objetiva para viver nos objetos.
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A combinação de pensamento e sensação depende do ato de enunciação, e pelo langage transcendemos o espírito subjetivo e nos fundamos na posição do espírito objetivo.
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Na arte, o ato está contido no próprio conteúdo expresso, e o sentido age e contém a realidade, sendo a criação artística um ato de criação da própria ideia, no qual o artista absorve sua subjetividade no objeto.
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A ideia artística transcende a realidade objetiva e tem seu fundamento acima do mundo da natureza, estabelecendo-se em posição livre, ao contrário do ato teleológico no qual o tempo sustenta o sentido.
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A arte é uma expressão mais perfeita que o langage porque, nela, a combinação entre sentido e expressão é interna, enquanto no langage é contingente, embora a arte também seja uma expressão imperfeita da ideia.
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A transformação das coisas requer um lugar suposto junto com a forma, a matéria e o eu agente, e mesmo no tempo linear exige-se uma coisa imóvel que contenha a anteroposterioridade.
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A ação sem substrato é ainda um ato do espírito, e a coisa que faz da realidade uma expressão de si, transcendendo os atos de consciência, deve fazer estes se estabelecerem nela e permanecer ela mesma imóvel.
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No estágio dos atos de consciência, a forma se forma fazendo-se matéria, e é preciso um lugar onde os atos mudam e a forma mesma muda, sendo a potencialidade contida nos próprios atos.
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O espírito avança em direção ao passado e retorna à origem, unificando a coisa que age, a coisa agida e o lugar que age, sendo eterno e imóvel, mas distinguindo-se em atos intelectuais e voluntários.
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A matéria inteligível é o conteúdo da vontade, e o espírito se move fazendo dessa matéria um substrato, enquanto Plotino afirma que a matéria verdadeira é um lugar que recebe as formas e um espelho que reflete a luz.
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A coisa que age torna-se expressão quando se vê a coisa que se move desde a posição do próprio lugar, e a vontade torna-se realidade eterna quando, negando-se, retorna à sua origem, tornando o tempo sombra da eternidade.
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Os artefatos são expressões imperfeitas, e a vontade que se produz conforme a natureza é um conteúdo de vontade englobado no mundo da realidade, não o englobante.
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O mundo da realidade é o lugar de realização da vontade e o ponto de interseção entre a direção da vontade e a da conhecimento, tornando-se mundo da expressão a partir da posição da intuição que transcende ambas.
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O domínio do sentido expresso pelo langage é separado do tempo e do humano, sendo em si eterno, mas o domínio do simples sentido não pode englobar o mundo da realidade.
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O conteúdo artístico é o conteúdo da vida pura e deve fundar-se em uma posição transcognitiva, mas ainda não nega o conjunto da vontade nem torna expressiva a realidade mesma.
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O caráter inteligível kantiano é pensado como realidade inteligível, e o corpo é uma expressão que abriga esse caráter, sendo o ponto de interseção entre o ideal e o real.
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O agir moral é um processo que torna expressivo o conjunto da realidade por meio dos movimentos do corpo, e a posição religiosa vê a realidade como uma sorte de expressão.
VII
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A coisa que age ocorre no tempo, que é a forma do autoéveil, e os diversos atos se estabelecem porque o eu retorna ao seu fundamento, do mecânico ao teleológico e deste ao ato de consciência.
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Deve haver, no fundamento do autoéveil, uma posição que o negue e na qual se possa objetivar o eu, sendo essa posição a da intuição, na qual o tempo desaparece e toda coisa se torna expressão.
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Não há intuição verdadeira quando a coisa vista é maior que o eu que vê nem quando ambos se unificam; a intuição verdadeira surge quando o eu que vê engloba a coisa vista, sendo essa a posição da religião.
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Partindo da intuição como finalidade de todos os atos, é possível pensar esses atos como intuições imperfeitas, e os conteúdos empíricos como cores e sons são fatos mais originais que o éter ou a vibração do ar.
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O sentido de um ato já está incluído no autodesenvolvimento, mas no caso da cor e do som vê-se apenas que predicam a respeito de si mesmos, sendo essa posição já a da expressão.
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Deve haver um núcleo que se elucida no fundamento do mundo empírico, e se a apercepção pura não é simples sujeito lógico, mas unidade sintética de forma e conteúdo, esse sujeito deve elucidar-se.
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No estágio do mundo da natureza teleológica, o conteúdo da expressão contém um ato mais independente, que se torna meio do propósito, mas o conteúdo artístico é o conteúdo da vida pura.
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No ato teleológico da natureza, o conteúdo da expressão ainda não transcende o ato, e a vida não se estabelece em si mesma, sendo conservada pelas coisas.
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O ato de formação permanece ato da natureza teleológica quando a matéria engloba a forma, mas torna-se ato de expressão quando a matéria interna engloba a forma.
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A apercepção pura efetua a passagem do mundo da natureza ao mundo da expressão, e ao transcendê-la, entra-se no mundo da realidade inteligível, onde a natureza se torna ideia.
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No mundo inteligível, todas as realidades englobam os atos de consciência e cada uma é personalidade livre, sendo os atos meios e expressões imperfeitas, e cada realidade é eterna por transcender o tempo.
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O domínio dos valores contém o tempo em si, e os valores tornam-se realidades eternas porque o pensamento se pensa, como o primeiro motor de Aristóteles.
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Se o mundo da natureza se estabelece pelo tempo abstrato, o domínio inteligível se estabelece pelo tempo concreto, que se conserva avançando na direção das diferenciações, e as leis de validade universal formam um grupo invariante em relação a essa direção.
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