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Hermenêutica da faticidade
Introdução: propor questões filosóficas exige diferenciá-las tanto das meras ocorrências quanto dos “problemas” impessoalmente assumidos por ouvir dizer ou por leitura acomodada, uma vez que as questões autênticas surgem exclusivamente na discussão e confronto com as coisas, e coisas somente se dão onde há olhos que as veem.
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O questionamento atual caiu em desuso diante do enorme negócio em torno dos “problemas”, movimento que trabalha na intenção de solapar todo questionamento e cultivar a modéstia de uma fé cega, declarando o sagrado como lei da essência precisamente por causa de sua fragilidade e falta de mercado.
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A filosofia interpreta sua própria corrupção como um pretenso ressurgimento da metafísica, quando na verdade o único interesse em jogo é o funcionamento sem atritos do negócio, tornado maduro para a organização da falsidade.
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Os companheiros dessa busca foram o jovem Lutero e o modelo Aristóteles, a quem Lutero odiava, recebendo-se os impulsos decisivos de Kierkegaard e a abertura dos olhos por obra de Husserl, o que se dirige contra aqueles que só compreendem algo através do cômputo de influências históricas, pseudocompreensão da curiosidade laboriosa que constitui aversão à única coisa decisivamente importante, e dos quais, por se preocuparem unicamente com o pseudo, nada se deve esperar.
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