estudos:poggeler:1992:start
Novos Caminhos
PÖGGELER, Otto. Neue Wege mit Heidegger. Freiburg: Verlag K. Alber, 1992.
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I. Caminhos a partir do acontecimento
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a. O súbito no instante
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b. Acontecimento e virada
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c. Abrupto e apropriação
II. A lógica do filosofar-
a. Sinal do caminho “tempo”
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b. Experiência sobre política
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c. Arte – mito – linguagem
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d. As grandes tradições
A. Sinal do caminho “tempo”
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I. Interpretação temporal e filosofia hermenêutica
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a. Os caracteres temporais dos significados de ser
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b. Discórdias na análise de Heidegger
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c. A metafórica não esclarecida
II. Do que a angústia se angustia-
a. Uma era da angústia?
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b. Impulsos de Kierkegaard; temor e angústia
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c. Disposições fundamentais e atitudes fundamentais
III. Novos caminhos com Heidegger?-
1. Ética e dialética
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2. Filosofia e arte
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3. Poesia e política
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4. Pré-socráticos
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b. Fenomenologia do tempo
B. Experiência sobre política
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I. Conduzir o Führer? Heidegger e o fim sem fim
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a. Uma imagem do pensador
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b. A contrapartida
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c. De Nietzsche a Hitler
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d. Crítica do logos?
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e. Ambivalência política
II. O enredamento político de Heidegger-
a. A junção dos “Beiträge”
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b. Os caminhos do percurso do pensamento
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c. O enredamento
III. Heidegger e a política-
a. Imediaticidade e mediação
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b. Originariedade e concreção
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c. A diferença entre política e arte
C. Arte – mito – linguagem
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I. Racionalidade – mitologia – arte
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a. Entusiasmo para além da fundamentação
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b. A arte da modernidade
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c. Arte e técnica
II. O poema como traço-
b. Modificações do discurso sobre o traçoc. A concepção do traçod. A lírica de Celan como traçoIII. Linguagem – casa do ser?
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a. Origem da linguagem
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b. Traço, palavra e imagem
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c. Escrita e linguagem
D. As grandes tradições
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I. Diálogo ocidente-oriente: Heidegger e Lao Tsé
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a. Taoísmo
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b. Imagem e palavra
II. Elementos místicos no pensamento de Heidegger e na poesia de Celan-
a. Tempo e eternidade
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b. Serenidade
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c. Acolhido – desacolhido
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d. Ocidente-Oriente
III. A passagem do último deus-
a. Fenomenologia e teologia
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b. Os “Beiträge zur Philosophie”
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c. Teologia em conflito
Introdução
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A publicação de Ser e tempo, em 1927, alterou decisivamente a paisagem filosófica, embora a obra permanecesse fragmentária: apenas as duas primeiras das seis partes previstas vieram a público, e Heidegger reconheceu posteriormente a necessidade de procurar um novo ponto de partida.
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A urgência política dos anos 1930 atravessou essa procura e alimentou ilusões acerca do pretenso ressurgimento de 1933; o retorno ao trabalho filosófico resultou nos Aportes à filosofia, escritos entre 1936 e 1938, nos quais a rejeição ao delírio racial coexistia com a expectativa de uma grande criação histórica inspirada por Nietzsche.
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Os Aportes também permaneceram inacabados, pois o pensamento ali buscado não encontrava correspondência numa época que se preparava para a luta pelo domínio mundial; o manuscrito passou a integrar um espólio que continuaria a crescer.
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Após a Segunda Guerra Mundial, a filosofia de Heidegger voltou a influenciar amplamente o pensamento europeu, bem como a psiquiatria, a teologia e os estudos sobre Hölderlin, enquanto as publicações disponíveis ainda deixavam pouco visíveis as mudanças e as tensões históricas de seu percurso.
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A conferência Tempo e ser, de 1962, retomou o título e a intenção da parte não publicada de Ser e tempo sob as condições de um pensamento transformado; a obra maior em que Heidegger esperava reunir seu caminho, entretanto, não chegou a uma forma concluída.
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O isolamento dos trabalhos tardios coincidiu com a necessidade de confrontar a tradição continental com a filosofia analítica, o pragmatismo e os diversos marxismos; permanece aberta a questão de saber se algum escrito póstumo poderá intervir de maneira viva no filosofar.
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A partir dos anos 1980, a publicação dos primeiros cursos e dos Aportes à filosofia permitiu reconsiderar o percurso de Heidegger, enquanto impulsos recebidos em outros países retornavam ao debate europeu, inclusive por meio das questões políticas desenvolvidas por Hannah Arendt e Jan Patočka.
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O centenário de 1989 ocorreu num contexto de reavaliação das revoluções modernas: a recusa heideggeriana da pretensão de dirigir a história mundial não impede que a busca de identidades nacionais ou religiosas produza novos desvios ao apropriar-se de seu pensamento.
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A possibilidade de tomar acontecimento apropriador (Ereignis) como palavra fundamental da filosofia exige interrogar sua relação com a identidade histórica e examinar os riscos de converter a pertença a uma tradição em fundamento de exclusão.
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A reunião de doze estudos sobre filosofia, política, arte e religião preserva a formulação original de cada intervenção para tornar identificáveis suas circunstâncias, ao mesmo tempo que reconhece os limites de concentrar a investigação exclusivamente em Heidegger.
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