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Sujeito e Mundo

BARBARAS, Renaud. Introducción a una fenomenología de la vida: intencionalidad y deseo. Madrid: Ediciones Encuentro, S.A., 2013

Percepção e inacabamento do Ser

Desejo e doação por perfis

  • A fenomenologia rigorosa deve partir da própria correlação, compreendendo a percepção como contato na distância e identidade entre presença e evasão, para somente depois determinar, à luz do Desejo, o sentido do ser do sujeito e da realidade transcendente.
    • A correlação não deve ser reconstruída a partir de polos previamente constituídos.
    • O Desejo instaura uma Proximidade que contém necessariamente Distância e permite pensar a coincidência e a fuga como dimensões da mesma relação.
    • O sujeito e os entes mundanos somente podem ser compreendidos a partir da correlação que os constitui.
  • A doação por perfis exprime a relatividade do ente transcendente ao sujeito sem dissolvê-lo na subjetividade, pois aquilo que aparece se distingue de sua aparição sem constituir uma realidade ontologicamente separada.
    • Toda forma de realismo é excluída porque o sentido do ser do ente consiste em aparecer.
    • Todo fenomenismo também é recusado porque a aparição pressupõe algo que aparece e não se reduz à consciência.
    • A manifestação do ente inclui uma reserva que não pertence a um substrato autônomo, mas permanece reserva de manifestação para a consciência.
  • A coisa está presente em pessoa em cada perfil e, simultaneamente, excede a apresentação parcial que a oferece, de modo que sua ausência não constitui o reverso de uma presença situada além do fenômeno.
    • O perfil não é imagem ou signo que remeteria a outra realidade ausente.
    • A coisa encontra-se na própria apresentação, mas nunca se oferece integralmente nela.
    • A profundidade perceptiva corresponde à presença da coisa como promessa de plenitude inesgotável.
  • Husserl subordina o excesso da coisa percebida ao ideal regulador de uma doação exaustiva e mantém a percepção sob o telos do conhecimento objetivo, contrariando a própria estrutura revelada pela experiência perceptiva.
    • A determinabilidade integral do ente transforma a reserva perceptiva em inadequação provisória.
    • A animação de dados hiléticos e a constituição de unidades de sentido reconduzem a aparição ao modelo da objetividade.
  • Merleau-Ponty radicaliza a doutrina husserliana dos perfis ao compreender a invisibilidade como dimensão constitutiva do visível e a distância como profundidade interna da presença, mas não determina adequadamente o sujeito correspondente a essa estrutura perceptiva.
    • A diferença entre o que aparece e sua aparição deve ser uma diferença entre idênticos, e não uma dualidade ontológica.
    • O conceito de carne permanece devedor de pressupostos oriundos da filosofia da consciência.
    • O sujeito continua sendo pensado a partir do corpo próprio, e não a partir da correlação e da fisionomia do mundo percebido.
  • A transcendência do que aparece deve ser compreendida como movimento interno pelo qual a própria aparição excede a si mesma, e não como presença positiva de um ente oculto por trás do fenômeno.
    • A aparição não é apenas aquilo que é, pois sua positividade contém uma profundidade e um excesso não positivos.
    • Somente o Desejo permite pensar essa transcendência sem retornar ao dualismo entre aparência e coisa em si.
  • A vida perceptiva somente pode ser fundada quando o viver é compreendido como Desejo, pois o objeto desejado se oferece de modo que sua própria satisfação revela uma insuficiência e abre uma dimensão que o ultrapassa.
    • O objeto não aparece primeiro como adequado para somente depois decepcionar.
    • Sua doação já manifesta que ele permanece aquém da amplitude do Desejo.
    • A insatisfação no interior da satisfação revela a profundidade do próprio objeto.
  • O Desejo constitui o princípio da transcendência porque nenhum objeto consegue encerrá-lo, e cada presença somente se oferece como limitação de uma presença mais profunda que não corresponde a outro objeto positivo.
    • O Desejo não abandona simplesmente um objeto em favor de outro.
    • A dimensão excedente é constituída na própria negação ou limitação do objeto presente.
    • O objeto nega-se apenas para afirmar novamente sua própria profundidade.
  • A doação perceptiva possui um modo originário irredutível ao conhecimento, pois todo ato objetivador repousa sobre o ato não objetivador do Desejo.
    • O Desejo constitui a aparição como limitação pura que abre a dimensão diante da qual ela aparece como insuficiente.
    • Manifestação e encobrimento, abertura e fechamento, excesso e finitude constituem as duas faces do mesmo fenômeno.
    • A aparição apresenta aquilo que aparece ao negar sua suficiência e ao projetar-se para além de si.
  • A distinção entre aparição e aquilo que aparece constitui formulação abstrata do movimento pelo qual a aparição se aprofunda, desliza além de si e se torna não identidade consigo mesma.
    • A plenitude perceptiva é abertura de um vazio que se aprofunda à medida que parece ser preenchido.
    • O fenômeno não é um ser dotado de excesso, mas o próprio excesso em relação a si.

Mundo, espaço e tempo

  • A realidade desejada testemunha um sentido do ser que excede toda objetivação e até mesmo o princípio de identidade, pois seu ser consiste em ser mais que aquilo que atualmente é.
    • A aparição não pode ser reconstruída segundo a estrutura de hylé, noese e noema.
    • A percepção originária não constitui ato de conhecimento nem produção de unidade objetiva.
    • A essência do desejado é permanecer inobjetivável.
  • O Desejo dirige-se ao mundo como totalidade não totalizável e fundo primordial de toda constituição objetiva, de modo que sua insaciabilidade constitui revelação ativa da pertença de cada ente ao mundo.
    • A aparição ultrapassa toda figura finita e desliza em direção ao mundo.
    • Toda realidade manifesta-se como limitação de uma dimensão que a excede e constitui.
    • Desear significa descobrir o transbordamento mundano que atravessa cada ente.
  • Aparição e mundo não devem ser separados como duas realidades, pois toda aparição manifesta o mundo e pertence a ele, enquanto o mundo somente existe na profundidade interna das aparições.
    • O mundo não é soma de entes nem ente superior.
    • A aparição é a limitação do mundo pela qual sua transcendência se manifesta.
    • O mundo é o excesso da aparição, e a aparição é o mundo em sua forma limitada.
  • O horizonte exprime adequadamente a copertença entre mundo e aparição, sendo simultaneamente presença e promessa, plenitude e vazio, desbordamento e aquilo que é desbordado.
    • Não há aparição fora de um horizonte aberto pelo Desejo.
    • O horizonte não é propriedade adicionada ao fenômeno.
    • O mundo pode ser compreendido como o próprio horizonte considerado do lado do excesso.
  • O Desejo é experiência do não acontecido no interior daquilo que já aconteceu, fazendo com que o futuro se apresente na própria presença e dissolvendo a separação rígida entre espaço e tempo.
    • O presente desejado já se encontra descentrado em direção ao futuro.
    • A profundidade do desejado não é apenas espacial, mas ontológica e temporal.
    • O tempo aflora no coração da presença como dimensão daquilo que ainda não se realizou.
  • O horizonte não é mera possibilidade de prosseguimento temporal da percepção, mas manifestação atual da profundidade do mundo e surgimento do próprio tempo no interior do espaço.
    • A percepção pode prosseguir porque a aparição possui horizonte.
    • O horizonte é temporal não por estar no tempo, mas por constituir a própria entrada na temporalidade.
  • A concepção segundo a qual o sujeito deseja porque já se relaciona com o futuro deve ser invertida, pois é o Desejo que abre o tempo ao descobrir a ausência no coração da presença.
    • Hans Jonas reduz o desejo à distância temporal do objeto necessário ao metabolismo.
    • O desejado não é ente ausente destinado a tornar-se presente.
    • A presença desejada já constitui ausência, falta e exigência de realização.
  • O Desejo revela a deficiência ontológica do atual e faz o espaço desvanecer-se em direção ao tempo, razão pela qual a temporalidade é a forma assumida pela falta constitutiva de toda presença.
    • O objeto mantém-se aquém de si e abre lugar para sua busca futura.
    • Não se deseja porque se vive no tempo, mas há tempo porque o viver é Desejo.
    • O tempo é a dimensão aberta por uma busca infinita que nenhum objeto pode concluir.
  • A distinção entre espaço e tempo é abstrata e derivada, pois o Desejo revela uma dimensão mais originária na qual a presença espacial já é deiscência temporal.
    • Para o conhecimento, a coisa está simplesmente onde está.
    • Para o Desejo, ela somente está presente como ainda não plenamente realizada.
    • A profundidade originária é espacial por já estar dada e temporal por permanecer inesgotável.
  • O espaço originário corresponde à Plenitude já presente que torna possível experimentar a falta, enquanto o tempo exprime a distância irredutível entre essa Plenitude e suas manifestações finitas.
    • Se nada estivesse previamente dado, não haveria experiência de insuficiência nem Desejo.
    • Como a Plenitude não pode ser contida por nenhuma forma finita, deve ser indefinidamente percorrida.
    • Vive-se no tempo porque nenhum espaço contém a Plenitude, e vive-se no espaço porque sua busca temporal permanece inconclusa.
  • Espaço e tempo articulam a relação entre infinito e finito, pois o espaço é manifestação finita do infinito e o tempo é manifestação do infinito no interior do finito.
    • O finito nega o infinito ao limitar sua Plenitude.
    • O infinito nega o finito ao emergir da insatisfação produzida por suas limitações.
    • A Plenitude já está presente como profundidade espacial e, simultaneamente, só existe como busca temporal.
  • A dimensão originária anterior ao espaço e ao tempo deve ser denominada Inacabamento, pois o Desejo descobre o Ser não como ente inacabado, mas como próprio Inacabamento.
    • O Inacabamento exprime simultaneamente a ausência de Plenitude no finito e a tensão do finito em direção a ela.
    • Não se trata de carência pertencente a determinado ser, mas do Ser como carência.
    • Espaço e tempo constituem dimensões derivadas desse Inacabamento.
    • A realidade não é inacabada porque é temporal; ela é temporal porque seu ser é Inacabamento.
  • O Desejo constitui o acesso originário ao Ser como Inacabamento, pois somente ele experimenta a tensão na qual acabamento e não acabamento, plenitude e finitude, espaço e tempo se constituem reciprocamente.

O movimento da vida

A instabilidade do fenômeno

  • O sujeito da correlação deve pertencer ao mundo e, simultaneamente, diferir dos entes intramundanos por constituir condição de sua aparição, e essa articulação entre univocidade e equivocidade encontra sua forma originária na vida entendida como Desejo.
    • Leben designa a pertença mundana do vivente.
    • Erleben designa sua relação fenomenizadora com o mundo.
    • O Desejo reúne ambas as dimensões como falta do sujeito e abertura à alteridade.
  • A falta do sujeito significa que não há heteroafecção sem falta de si nem autoafecção sem relação com o outro, pois o sujeito se constitui apenas naquilo que não é ele.
    • O sujeito é simultaneamente aquele que experimenta o Desejo e aquele que deve advir nele.
    • Sua realização ocorre na aparição e na abertura de um mundo.
  • A estrutura do objeto desejado esclarece retroativamente o sujeito, pois, assim como o mundo surge na aparição que o limita, o sujeito surge na própria aparição à qual confere possibilidade.
    • O mundo é simultaneamente condição da aparição e aquilo que ela torna possível.
    • O sujeito também é condição do aparecer e resultado de sua efetivação.
    • Não há aparição ao sujeito sem aparição do próprio sujeito.
  • O sujeito encontra-se inteiramente em jogo no Desejo e somente se realiza ao fazer aparecer e realizar um mundo, de modo que constituição de si e implicação mundana coincidem.
    • O sujeito retorna a si desviando-se em direção ao mundo.
    • Sua consistência não se distingue da abertura ao mundo que o despossui.
    • O sujeito constitui-se constituindo um mundo e distingue-se dele ao fazê-lo aparecer.
  • O sujeito somente descobre o excesso de seu Desejo ao deixar-se preencher por realizações finitas, e sua diferença em relação ao mundo nasce no interior da identidade produzida pela satisfação.
    • A frustração somente se revela na satisfação.
    • O excesso do sujeito corresponde ao excesso do mundo em relação às aparições finitas.
    • Sujeito e mundo convergem na realização e divergem na insatisfação que dela ressurge.
  • O Desejo abre uma separação à medida que a preenche e realiza uma identidade que imediatamente se transforma em diferença.
    • A satisfação extingue provisoriamente a distância entre sujeito e mundo.
    • A insatisfação renascida aprofunda a dualidade entre ambos.
    • A aparição suprime e acentua simultaneamente a diferença.
  • A dualidade entre sujeito e mundo não precede a unidade da aparição, pois surge no próprio coração da satisfação como diferença nascente e derivada.
    • Não há primeiro polos separados que posteriormente se encontrem.
    • O sujeito e o mundo constituem os excessos correlativos abertos pela finitude da aparição.
    • Unidade e dualidade não possuem anterioridade recíproca.
  • O fenômeno situa-se além da unidade plena e aquém da dualidade consolidada, pois é diferença que começa sem completar-se, vazio que surge em seu próprio preenchimento e identidade que se diferencia sem desaparecer.
    • A insatisfação somente acontece dentro da satisfação.
    • Os polos não se desprendem positivamente da aparição que os origina.
    • A dualidade permanece incoativa e continuamente retorna à unidade.
  • A ambivalência do fenômeno torna o pensamento estruturalmente incapaz de coincidir plenamente com ele, condenando-o a oscilar entre monismo e dualismo.
    • O monismo reconhece corretamente que não existem sujeito e objeto anteriores à aparição.
    • Erra ao transformar a unidade fenomenal em tecido ontológico homogêneo.
    • O dualismo reconhece a deiscência e o excesso que atravessam o fenômeno.
    • Erra ao hipostasiar essa diferença como oposição entre realidades autônomas.
  • O monismo confunde o Desejo com fusão e ignora a negatividade presente na satisfação, enquanto o dualismo interpreta a frustração como fracasso absoluto do encontro e esquece que a diferença somente surge na própria aparição.
    • Cada posição recolhe uma dimensão verdadeira do fenômeno, mas a separa de sua dimensão correlativa.
    • A filosofia oscila entre ambas porque aplica categorias ônticas a uma fenomenicidade enraizada no Desejo.
  • Merleau-Ponty reconhece a diplopia da ontologia e tenta pensar a carne como tecido comum atravessado pela diferença entre corpo e mundo, mas continua oscilando entre identidade e dualidade porque não alcança o Desejo como fonte do fenômeno.
    • A carne própria e a Carne do mundo não possuem o mesmo sentido.
    • O corpo é tomado como ponto de partida, quando deveria ser compreendido a partir da vida desejante.
  • A dificuldade de pensar a vida procede de sua própria essência desejante, pois a realidade correspondente ao Desejo é seu próprio excesso e ultrapassa necessariamente as categorias com que o pensamento tenta apreendê-la.
    • Ao afirmar a identidade, perde-se o excesso.
    • Ao afirmar a dualidade, perde-se o fato de que esse excesso é produzido pelo próprio fenômeno.
    • A vida permanece por pensar justamente porque é Desejo.
  • Coincidência com o mundo e diferença em relação a ele constituem um único movimento no qual o sujeito somente se possui ao deixar-se despossuir e somente se encontra ao abandonar-se àquilo que deseja.
    • O Desejo concentra separando e diferencia identificando.
    • A mediação desejante permite pensar rigorosamente a correlação.
  • O sujeito do Desejo pertence integralmente ao mundo e, ao mesmo tempo, distingue-se dele pelo excesso de seu movimento sobre todas as realizações finitas.
    • Sua diferença é singularidade no interior da pertença.
    • Ele está sempre no mundo, mas nunca inteiramente instalado nele.
    • A vida como Desejo articula existência e corporeidade, diferença e intramundaneidade.

O movimento do Desejo

  • O movimento constitui o modo de existência da vida desejante porque é o único sentido do ser capaz de reunir pertença ao mundo e transcendência das formas intramundanas.
    • A vida tem o Desejo como essência e o movimento como efetividade.
    • O sujeito somente existe como movimento.
  • O movimento pertence profundamente ao mundo porque não possui realidade fora das posições e realizações mundanas que assume, mas não se converte em coisa porque ultrapassa incessantemente cada uma delas.
    • Ele se realiza apagando-se em favor de novas formas do mundo.
    • Não acrescenta uma determinação estável ao mundo.
    • Difere ativamente das coisas ao nunca cristalizar-se como ente.
  • O movimento não é realidade exterior ao mundo, mas transcendência imanente que permanece no mundo somente ao exceder continuamente as figuras que nele assume.
    • Sua diferença não é substancial nem extramundana.
    • A exterioridade do sujeito é produzida no próprio processo de sua inscrição mundana.
  • O movimento do Desejo constitui o sujeito como aquilo que continuamente advém em suas realizações sem jamais se esgotar nelas.
    • Cada satisfação oferece ao sujeito uma forma finita de si.
    • A insatisfação revela que nenhuma dessas formas consegue realizá-lo integralmente.
    • O sujeito é o próprio movimento de ultrapassagem de suas realizações.
  • O corpo deve ser compreendido como resultado sempre provisório da realização do Desejo e não como substância previamente possuída pelo sujeito.
    • O sujeito toma corpo em cada satisfação e em cada aparição.
    • Aquilo que se denomina corpo próprio é o que do sujeito se efetiva em determinada realização.
    • O Desejo revela simultaneamente um excesso de si em relação ao corpo realizado.
  • A encarnação constitui movimento interminável pelo qual o sujeito entra no mundo sem jamais concluir essa entrada.
    • O sujeito permanece como que no limiar do mundo.
    • Estar encarnado significa estar continuamente encarnando-se.
    • A falta experimentada no Desejo é também falta de corpo, isto é, falta do corpo correspondente à plena satisfação.
    • A intramundaneidade do sujeito deve ser definida como encarnação inacabável.
  • O movimento do Desejo não pode ser reduzido a deslocamento espacial, pois nele advém o próprio sujeito e aquilo que o orienta não se encontra simplesmente situado no espaço ou no futuro.
    • O desejado oscila aquém da divisão entre espaço e tempo.
    • O movimento vital integra o deslocamento sem se esgotar nele.
    • Sua relação com o Inacabamento funda as próprias dimensões espacial e temporal.
  • O movimento da vida está no espaço porque avança pelo mundo em busca de realização e está além do espaço porque cada realização o conduz à temporalidade aberta pela frustração.
    • A vida não se move dentro de espaço e tempo previamente dados.
    • Espaço e tempo são formas produzidas pelo próprio movimento vital.
    • A vida é o desdobramento originário de ambas as dimensões.
  • O movimento originário da vida deve ser denominado Realização em sentido dinâmico, pois dá origem a realizações finitas sem que nenhuma delas realize plenamente o Desejo.
    • Cada realidade constitui efetivação parcial do movimento.
    • Nada se realiza definitivamente nas realizações particulares.
    • A vida é realização do irrealizável.
  • O Ser aparece como Inacabamento porque o movimento vital efetiva incessantemente um Desejo que nenhuma realização consegue concluir.
    • O Inacabamento é o correlato ontológico da Realização.
    • A correlação fenomenológica deve ser compreendida como relação originária entre Realização e Inacabamento.
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