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AVICENA E A NOÇÃO DE PHANTASIA (E:138-142)
AGAMBEN, Giorgio. Estâncias - A Palavra e o Fantasma na Cultura Ocidental. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2007.
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Partida de Avicena na fantasmologia medieval
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Meticulosa classificação do “sentimento interior”
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Influência na “revolução espiritual do século XIII” e pegadas em pleno humanismo
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Avicena, assim como Averróis, médico; Dante cita Avicena e Averróis ao lado de Hipócrates e Galeno
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Canone mantido como texto de medicina até o século XVII
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Vinculação entre faculdade da alma e anatomia cerebral
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Localização das faculdades nas três câmaras do cérebro segundo tradição médica elaborada em Galeno
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Sistema intelectual compacto da Idade Média: impossibilidade de distinguir entre médico e filósofo
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Patrologia de Migne e entrelaçamento de motivos médicos com temas filosófico-literários
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Poetas dependentes da anatomia do olho, do coração e do cérebro, dos modelos circulatórios e da embriologia
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Referência alegórica exercida sobre anatomia e fisiologia do corpo humano
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Divisão do sentido externo e interno em Avicena
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Distinção entre vis apprehendendi a foris e vis apprehendendi ab intus
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Articulação do sentido externo em cinco “virtudes”
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Quíntupla gradação das virtudes apreensivas internas
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Fantasia ou senso comum na primeira cavidade do cérebro, recebe formas impressas nos cinco sentidos
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Imaginação na extremidade da cavidade anterior, mantém o recebido mesmo após remoção dos objetos sensíveis
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Força imaginativa com respeito à alma vital e cogitativa com respeito à alma humana na cavidade mediana, compõe formas
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Força estimativa na sumidade da cavidade mediana, apreende intenções não sensíveis, como a ovelha que julga fugir do lobo; definição de “intenção” em Avicena e Alberto Magno
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Força memorial e reminisável na cavidade posterior, retém o que a estimativa apreende; relação análoga à da imaginação com o senso comum e com os fantasmas
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Progressivo desnudamento do fantasma
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Denudatio como desnudamento dos acidentes materiais
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Sentidos não desnudam a forma sensível denudatione perfecta
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Imaginação põe a forma a nu denudatione vera, sem privá-la dos acidentes materiais
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Fantasmas “segundo certa quantidade e qualidade e segundo certo lugar”
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Estimativa apreende intenções não sensíveis como bondade ou malícia
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Alma racional informada pelo fantasma completamente desnudado
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Ato da intelecção: forma nua, virtude contemplativa a despoja de toda afeição material
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Esquema tripartite nos autores medievais
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Simplificação em tripartição correspondente aos três compartimentos do cérebro
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Philosophia mundi de Guilherme de Conches, mestre da Escola de Chartres
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Três celas na cabeça: fantástica quente e seca; λογιστικόν racional quente e úmida; memorial
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Capacidade de ver e imaginar; discernir; manter na memória
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Linguagem da medicina humoral aplicada ao processo psíquico
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Variações sobre o tema de Avicena
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Procedimento do pensamento medieval como “variações sobre um tema”
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Tema de Avicena reencontrado em Alberto Magno, Tomás de Aquino e Jean de la Rochelle
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Esquema tripartite presente na Anatomia de Ricardus Anglicus, na Opus maius de Roger Bacon, nos Documenti d’amore de Francesco da Barberino, na Glossa de Dino dei Garbo e na canção de Cavalcanti, Donna mi prega
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