H. O avanço do primeiro início rumo ao começo da metafísica — Constância
100. A elucidação da essência da aletheia como homoíosis (ideía) orienta-se pelo dito aristotélico (na Poética) segundo o qual a poíesis é philosophóteron historías, articulando-se, de um lado, philosophía-sophía-ón-hen-agathón-theón e ideía-ousía-aletheia, de outro, poíesis-téchne-eîdos-dynamis e historía-aísthesis.
101. O avanço a partir do primeiro início deve emergir dele sem que esse início seja causa desse avanço, sendo o avanço a emergência da constância como o modo genuíno da presença já transferida ao aparecer, residindo essa direção à constância no fato de o desocultamento permanecer, em si mesmo, não preservado pela essência do velamento nem pela essência da transição.
102. A constância no entrincheirado constitui sempre, em si mesma, uma demarcação, limitação, separação e arrancamento fora da presença essencializante, residindo aí a possibilidade dos entes anteriormente ao ser, mas também a possibilidade de um enrijecimento naquilo que se sustenta por si e assim se separa e se torna rígido.
103. A origem essencial do ser como ideia reside na physis, cuja essência inceptual encontra sua determinação na aletheia — ainda que infundada e, por isso mesmo, não interpretada —, sendo o surgimento da téchne essencial para a possibilidade do ser como ideia.