A partir desse ponto, infere-se a resolução (Auflösung) da negatividade na positividade do absoluto.
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A negatividade é a energia do pensar incondicionado, pois contém em si todo o elemento negativo desde o início.
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Perguntar pela origem da negatividade é destituído de sentido, já que a negatividade é o inquestionável, essência da subjetividade.
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A negatividade, como negação da negação, funda o sim da autoconsciência incondicionada — a certeza absoluta como verdade, ou seja, a entidade do ente.
A inquestionabilidade da negatividade decorre da inquestionabilidade do próprio pensar.
O pensar realiza-se como representação do ente e como projeção do horizonte de interpretação do ser — perceptibilidade, presença e pensabilidade.
A evidência do pensar constitui a distinção essencial do homem enquanto animal racional.
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Desde
Descartes, a entidade do ente é o representar; a consciência é autoconsciência.
A inquestionabilidade da negatividade conduz à pergunta pela relação do homem com o ser, e não apenas com o ente.
O ser deve ser interrogado não a partir do ente nem em direção a ele como entidade, mas no retorno a si mesmo, à sua verdade.
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O claro do ser se indica por uma meditação sobre a ainda inconcebida unidade do pensar: representar algo como algo à luz do ser.
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O claro é o abismo — a nada, não como nulidade, mas como força gravitacional autêntica, o próprio ser (Seyn).
O ser é distinto do ente.
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Torna-se questionável caracterizar a relação entre ser e ente como mera diferença.
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A superação dessa questão requer compreender o ser como projeto, sendo o projetar o próprio ser-aí.
A negatividade, para o pensar metafísico, é absorvida na positividade.
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A nada é o abissal em relação ao ser (Seyn), e, enquanto tal, sua própria essência.
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O ser (Seyn) manifesta-se em sua singularidade, como finitude; contudo, essa caracterização é facilmente mal interpretada.
Pensar a nada significa interrogar a verdade do ser (Seyn) e experimentar a carência do ente em sua totalidade.
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Pensar a nada não é nihilismo.
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A essência do nihilismo consiste em esquecer a nada, desviando-se na maquinação do ente.
O domínio da maquinação do ente evidencia-se no fato de que a metafísica, fundamento dessa maquinação, rebaixa o ser a mera nulidade.