24. Negatividade

Besinnung (1938/39), ed. F.-W. von Herrmann, 1997, XIV, 438p.

77. Onde a essência do Seyn se funda em sua verdade extrema, a história do homem atinge o grau da capacidade de queda, o ponto mais alto da queda mais profunda, o desmoronar precipitante (stürzende Umsturz), o que se confirma no fato de que Hegel, ao reconhecer de certo modo a negatividade apenas na Seiendheit (entidade), quis ainda assim conhecer-se como consumação e permanência, equilíbrio dominador de tudo para sempre, e justamente não como queda e decisão, o que indica que essa negatividade não brotou do fundamento do nada e do Seyn, mas permaneceu presa à entidade como representabilidade (Vorgestelltheit).

78. A “negatividade” de Hegel e o μὴ ὄν de Platão são o mesmo, exceto que aquela é conduzida ao “fundamento” do “eu penso algo” absoluto, sendo o nada não uma negação do ente nem tampouco privação do ser, mas o primeiro e mais alto dom do Seyn, que se doa a si mesmo como Ereignis na clareira da origem enquanto abismo (Ab-grund).