21. Questão porquê

Besinnung (1938/39), ed. F.-W. von Herrmann, 1997, XIV, 438p.

74. A pergunta “por que há, em geral, ente e não antes nada?” apenas parece radical, pois permanece presa ao primeiro plano do ente representado objetivamente, sem saber o que interroga, uma vez que aquilo que ela conhece como possibilidade contrária à efetividade do ente, a saber, o nada, só pode essenciar-se se o Seyn, único suficientemente forte para necessitar do nada, já essenciar, de modo que a pergunta pelo porquê do próprio porquê só encontra resposta em “por causa do Seyn”, para que sua verdade encontre fundamento e sede no Da-sein.