As maneiras do compreender elucidativo e a determinação comparativa do compreender propriamente dito (sophia). A interpretação do ser-do-compreender (sophoteron) como apreensão factualmente interpretante da vida.
§ 6. Observação preliminar sobre a pesquisa ontológica e sobre o próximo objetivo da investigação: obtenção de uma compreensão principial da ontologia de Aristóteles
O próximo objetivo da investigação é a obtenção de uma compreensão principial daquilo que se pode designar, com o termo surgido nos inícios da filosofia moderna, como a ontologia de Aristóteles. As concepções atuais sobre a ontologia não podem servir de critério para a interpretação de Aristóteles, pois carecem de fundamentos claros. A pesquisa ontológica atual, mesmo a fenomenológica, está impregnada de pressupostos não questionados.
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É necessário trabalhar até chegar a uma questão principial e inequívoca sobre o que a ontologia pode significar no contexto da pesquisa filosófica.
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Como tudo o que se apresenta como ontologia e doutrina das categorias remete a
Aristóteles, a reflexão crítica deve simplesmente seguir esse fato.
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O termo “ontologia” designa a pergunta pelo caráter de ser do ente, ou seja, pelo sentido de ser do ente, juntamente com o enfrentamento dessa questão na pesquisa orientada.
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Uma compreensão plena e autêntica da ontologia aristotélica não se obtém por meio de catálogos de conceitos, mas exige que se acompanhe concretamente a própria pesquisa aristotélica em seu enfoque, meios, dificuldades e caminhos de solução.
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Para isso, é necessária uma compreensão prévia do fenômeno que
Aristóteles entende por pesquisa científica, ou seja, uma primeira interpretação do sentido pleno da atitude questionadora na qual sua pesquisa ontológica se realiza.
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Uma primeira noção dessa atitude questionadora pode ser obtida pela interpretação de Metafísica A 1, 980 a 21 - A 2, 983 a 23.