§7

Zur Bestimmung der Philosophie. 1. Die Idee der Philosophie und das Weltanschauungsproblem (post war semester 1919); 2. Phänomenologie und transzendentale Wertphilosophie (SS 1919); 3. Anhang: Über das Wesen der Universität und akademischen Studiums (SS 1919) [1987]

§ 7. O problema axiomático fundamental

No fundamento de todo conhecer repousam conceitos, princípios fundamentais e axiomas últimos, tanto nas ciências indutivas quanto nas dedutivas, sendo apenas em virtude desses axiomas, enquanto leis normativas, que algo pode ser demonstrado a partir dos fatos e que as ciências se tornam ciências, de modo que estes conferem o impulso originário (Ur-sprung) ao conhecimento e a ciência que os toma por objeto é a ciência originária, a filosofia, cujo problema consiste precisamente na validade dos axiomas.

O reaparecimento dessa dificuldade, característica da tarefa de fundação da origem e do começo, indica que já se opera no âmbito da ciência originária, tendo sido a psicologia o ponto de mediação, sem se perceber, das ciências particulares até essa esfera, precisamente porque o caráter comum de toda conhecimento enquanto processo psíquico conduziu a ela como ciência natural do psíquico, paralela à física.

Com a introdução dessa nova legalidade na esfera psíquica, os conhecimentos, enquanto fenômenos psíquicos, passam a ser considerados verdadeiros na medida em que possuem validade, isolando-se entre eles uma classe privilegiada — os conhecimentos verdadeiros — cujo valor particular só se torna compreensível na medida em que a verdade é, em si mesma, validade e, como tal, algo dotado de valor.

Permanece, por fim, em aberto como a filosofia deve demonstrar a validade desses axiomas, segundo qual método, uma vez que estes representam um novo tipo de leis no âmbito do psíquico, impondo-se antes de tudo a tarefa de descrever o psíquico e as legalidades nele contidas.

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