§8

§ 8. A essência da physis e a verdade do ser. A physis na perspectiva do fogo e do cosmos. Aletheia pensada no me dynon pote (physis) enquanto desencobrimento para o desencobrimento do ser. Fragmentos 64, 66, 30 e 124

A essência da physis, pensada como surgimento originário que reúne em si surgimento e encobrimento na harmonia de sua co-pertença, deixa-se aprofundar pela relação com o fogo, o raio, o cosmos e a aletheia, pois aquilo que surge somente pode aparecer enquanto se abre num âmbito de clareira e simultaneamente permanece resguardado no encobrimento; o fogo heraclítico, longe de designar um elemento físico, mostra o caráter iluminador, reunidor e ordenador da physis, enquanto o cosmos nomeia o arranjo originário em que cada ente aparece em sua medida, e a aletheia revela-se como fundamento essencial dessa emergência, não como verdade proposicional, mas como desencobrimento que, preservando o encobrimento, permite ao ser vigorar no aberto.

a) O fogo e o raio como des-envolvimento da claridade. O cosmos enquanto junção habilidosa e inaparente, e o arranjo originário. O Mesmo no fogo e no cosmos: acender e clarear o amplo, em sua doação de medida

b) A aletheia como fundamento e origem essencial da physis. A relação essencial do desencobrimento com o encobrimento na physis, pensada originariamente. A aletheia como desencobrimento do encobrimento

c) Sobre a escuta e o dizer do ser no pensamento originário: o logos e o sinal. O sinal de Apolo como o assinalamento da physis. Fragmento 93. Sobre a verdade e a palavra do ser na história ocidental