§7

§ 7. A physis enquanto junção essencial (harmonia) de surgimento e declínio (encobrimento) na propiciação recíproca de sua essência. Referência ao Mesmo no surgimento e no declínio. Fragmentos 54, 8 e 55

A physis deve ser pensada como a junção essencial em que surgimento e encobrimento não se acrescentam posteriormente um ao outro, mas se propiciam reciprocamente em sua própria essência, de modo que o surgimento favorece o encobrimento e este, ao abrigá-lo, garante-lhe sua emergência, constituindo uma harmonia originária na qual o Mesmo vigora tanto no surgir quanto no declinar sem que ambos sejam simplesmente identificados ou reduzidos a contrários lógicos.

a) O inaparente da junção da physis é o próprio de sua abertura. O vigor originariamente nobre do puro surgimento

b) A tensão dos contrários como momento essencial da junção. Sobre a dificuldade de pensar a tendência contrária numa unidade com a junção: a diferença entre o pensamento comum e o essencial. A junção da physis e os sinais de Ártemis — arco e lira. Referência ao fragmento 8

c) A incompetência da lógica (dialética) diante da junção pensada na physis. O significado ambíguo da physis e o “privilégio” questionável do surgimento