§3

§ 3. A origem que constitui originariamente o a-ser-pensado. Fragmento 16

a) Observação acerca da tarefa de tradução

O fragmento 16 de Heráclito — “Como alguém poderia manter-se encoberto face ao que a cada vez já não declina?” — deve ser acolhido como palavra em que o pensamento originário procura aquilo que constitui o a-ser-pensado, exigindo uma tradução que não substitua a palavra grega por equivalentes modernos aparentemente familiares, mas conserve a força interrogativa, a multiplicidade semântica e sobretudo a relação essencial entre o que “nunca declina”, o encobrimento e o homem, pois somente uma tradução conduzida pela experiência do pensamento pode preservar a palavra como palavra e permitir que nela apareça a origem daquilo que permanece por pensar.

b) A questão do que “nunca declina” e sua relação essencial com o “encobrimento”

c) O caráter morfológico da palavra legada to me dynon e sua discussão através da questão orientadora do pensamento metafísico (Aristóteles)

d) Reflexão explícita em torno das palavras “ser” e “é”

Repetição

1) Tradução e interpretação. A necessidade de uma compreensão mais original a partir da inquietação que se experimenta no Mesmo

2) O “declinar” pensado no modo grego e a questão da essência de sua palavra

3) Esclarecimento do to dynon através das articulações morfológicas da questão orientadora do pensamento metafísico (Aristóteles, Platão). Sobre o problema da interpretação reconduzida: os pensadores originários e o início posterior da metafísica

4) O caráter morfológico de dynon. A primazia do significado verbal frente ao nominal (participial)