§7

§ 7. A última saga da Grécia sobre a essência contrária da aletheia, a Lethe (II). O mito final da Politéia de Platão. O campo da Lethe

a) A localidade do extra-ordinário: o campo do encobrimento que se retrai. A exclusividade do extra-ordinário no lugar da Lethe. A visão de seu vazio e o nada do retraimento. A água sem recipiente do rio “Sem-cuidado” no campo da Lethe. A salvação do desencoberto pelo pensamento que pensa e a porção do pensador

A última saga grega acerca da essência contrária da aletheia concentra-se no campo da Lethe como lugar extremo do daimonios topos, localidade extra-ordinária na qual o retraimento e o encobrimento alcançam sua forma mais pura, de modo que a aridez absoluta do campo, o rio Ameles cuja água nenhum recipiente contém e a necessidade de cada viajante beber uma porção dessa água mostram que o desencobrimento somente pode vigorar em co-pertença com uma medida de encobrimento, enquanto a salvação do homem depende da phronesis, da visão da essência que preserva o descoberto contra sua retirada e constitui o cuidado originário do pensamento pelo ser.

Recapitulação

1) Campo e Lethe. O que, entre os gregos, pertence ao deus: o extra-ordinário no ordinário. O theion na aletheia do princípio e na Lethe. Aletheia e thea em Parmênides

b) A medida do encobrimento retrativo do desencobrimento. O perfil da idea de Platão e a fundação da anamnesis, assim como do esquecimento, no desencobrimento. Lethe: pedion. A percepção do início da poesia de Homero e da sentença de Parmênides. A impossibilidade de esquecer a aletheia pelo retraimento da Lethe. A suspensão da experiência pelo procedimento desde Platão, techne. Referência a Homero, Ilíada XXIII, 358 e seguintes

Recapitulação

2) A proveniência do homem da localidade extra-ordinária do encobrimento que se retrai. O início da transformação na posição fundamental do homem. A regência conjunta da aletheia e de memnemai. Referência a Homero, Ilíada XXIII, 358 e seguintes