Sobre a distinção afirma-se: primeiro, que a “filosofia da natureza de nosso tempo” — isto é, a Naturphilosophie de
Schelling, para a qual a natureza é em si o Absoluto, o “espírito visível” como sujeito-objeto, e seu conhecimento é saber do Absoluto, sendo natureza “idêntica” ao espírito — foi quem a estabeleceu primeiro na ciência, entendida não como pesquisa no sentido atual, mas como saber incondicionado do Absoluto; e segundo, que o tratado sobre a liberdade se “funda” nessa distinção, mostrando o centro e o fundamento do “sistema da liberdade” — sistema que não pode ser inventado, mas apenas “encontrado”, pois é o arcabouço do Absoluto como espírito do amor, que possibilita a liberdade por meio da vontade sabedora que vincula fundamento e existência no Absoluto.