Inserção de
Kant na tradição filosófica como aquele que, ao iniciar a fundamentação da metafísica, entra em diálogo crítico com
Aristóteles e
Platão, problematizando a ontologia pela primeira vez como questão fundamental.
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Abalo do edifício da metafísica tradicional, que até então tratava o ens commune de forma vaga e convicta.
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Exigência de clareza quanto ao modo de generalização e ao caráter do “traspassar” implicado no conhecimento da constituição do ser.
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A ontologia deixa de servir prioritariamente à fundamentação das ciências positivas e passa a fundar-se em um “interesse mais alto” da razão humana.
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Relação entre
metaphysica generalis e
metaphysica specialis, em que a primeira fornece o arcabouço conceitual à segunda, de modo que a determinação da essência de uma transforma a da outra.
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Interpretação correta da “revolução copernicana” como inversão metodológica:
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Citação: “Até agora se admitia que todo nosso conhecimento devia reger-se pelos objetos; mas todos os ensaios para decidir a priori algo sobre estes, mediante conceitos, aniquilavam-se nessa suposição. Ensaiemos, pois, se não avançaremos mais nos problemas da metafísica, admitindo que os objetos devem reger-se por nosso conhecimento…”
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Esclarecimento de que nem todo conhecimento é ôntico e de que este só é possível mediante conhecimento ontológico prévio.
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Manutenção e fundamentação do antigo conceito de verdade (adaequatio intellectus et rei), uma vez que a “revolução copernicana” não o destrói, mas o torna inteligível pela primazia do conhecimento do ser.