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A condensação simbólica na identidade de um “personagem” divino permite “dividir” e “analisar” os poderes, caracteres ou atributos simbólicos ao longo das genealogias
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A intriga simbólica do relato mitológico é também a intriga de sua separação progressiva a partir de uma “mistura” originário ou de uma massa ainda incoativa
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Essa intriga é extraordinariamente rica em correspondências harmônicas de segundo grau em relação ao fio manifesto da intriga
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O novo traz sempre o antigo em eco, de múltiplas formas, tornando o “deciframento” do relato quase infinito
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Nada se perde, mas o todo se explicita por codificações e recodificações nas codificações
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O relato exibe um equilíbrio harmônico entre todos os “poderes”, “caracteres” e “atributos” recenseados
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Se há um logos na mito-logia, é um logos harmônico, no sentido que H.
Maldiney destacou
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O “cratilismo” não está ausente desse logos
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A dificuldade imensa é que os jogos de palavras ou sobre etimologias são regrados pelo logos harmônico da mitologia
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É extremamente difícil “reencontrar” sem já as ter compreendido as supostas intenções dos “redatores” dos relatos mitológicos