4. Do ponto de vista transcendental kantiano, a forma pura do Eu transcendental da apercepção procura estrutura reflexiva inteiramente indene de todo resíduo empírico ou material, condenando-se sem apelação a ilusão do psicologismo, decorrente de confusão entre forma e matéria do Eu transcendental, recebendo a apriodidade reflexiva da consciência estatuto absolutamente ideal; possuindo o transcendentalismo husserliano também essa exigência de pureza formal e idealidade apriorística, desempenhando a redução papel análogo ao da crítica kantiana das ilusões do psicologismo, sendo, contudo, o sujeito transcendental husserliano, mais que Eu apercetivo diáfano, subjetividade constituinte engajada no mundo e em sua constituição, o que supõe vínculo com seus próprios estados psicológicos, o que
Husserl caracteriza como automundanização; sendo a posição logicista, enfim, mais radical, negando toda pertinência à consciência e à verdade de sua interioridade em favor apenas das operações formais, lógicas e linguísticas.