Posteriormente, aquilo que em 1929 ainda era nomeado como Nada passa a ser reconhecido como participando do próprio desenvolvimento do ser, constituindo sua essência enquanto aquilo que nunca é sendo, mas distingue qualquer sendo, e que ressoa no Caos sagrado de
Hölderlin como origem de toda abertura.
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O Nada é reconhecido como modo de desenvolvimento do ser.
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Não é um sendo.
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Distingue qualquer sendo.
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Hölderlin é evocado com o Caos sagrado.
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O Caos é identificado com bem-estar primordial.
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A ausência do ser é pensada como abismo (Abgrund).
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É também pensada como retirada (Entzug).
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A concepção foi mal interpretada por sua novidade.
Tradicionalmente, a essência do ser foi concebida sem conhecimento do Caos e do Nihil, entendidos como desordem ou magma informe, incapaz de produzir ou possuir energia criadora.
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Caos é oposto ao cosmos.
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É visto como desordem e matéria sem eidos.
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Não possui forma nem rosto.
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Não é pura nulidade.
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Não é concebido como potência criadora.
Com o cristianismo, o nihil passa a significar ausência absoluta de todo o sendo e não-ser radical, tornando-se, na perspectiva da criação ex nihilo, o ponto de partida a partir do qual Deus cria todas as coisas, concepção assumida pela filosofia e pela teologia, inclusive por correntes da teologia judaica.
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Nihil é ausência radical de todo o sendo.
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É não-ser absoluto.
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A criação é pensada como ex nihilo.
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Deus cria todas as coisas a partir dessa ausência.
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A concepção é veiculada por filosofia e teologia.
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Algumas correntes da teologia judaica incorporam essa noção.