O ponto, sendo inacessível e sem dimensão, opera um desprendimiento em quem o contempla, oferecendo a experiência de um viver puro e sem lugar, liberto da causalidade e da duração.
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Natureza do ponto: não é lugar, nem causa, nem efeito.
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Efeito de desprendimento do devir.
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Profecia de uma vida intensa sem extensão temporal.
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Experiência de transcendência sobre a cadeia de causas.
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A transformação do ponto de referência em meta inalcançável exige uma abordagem de circunvolução, onde o conhecimento não viola o centro, mas gira em torno dele aceitando a relatividade e o tempo.
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Risco de violência do entendimento ao tentar penetrar a meta.
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“Dar voltas” como forma adequada de relação com o absoluto.
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Fidelidade à relatividade da manifestação sem renunciar ao centro.
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Distinção entre cercar e invadir.
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Na experiência interior profunda, o “eu” percebido como ponto escuro pode transformar-se no centro de uma cruz formada pelo tempo e pela eternidade, onde o coração ocupa seu lugar verdadeiro de receptividade.
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Sensação do eu como ponto escuro e imóvel.
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Cruzamento do tempo sucessivo com a eternidade.
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O coração como vaso vazio e centro passivo.
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Vida verdadeira como extensão nessa cruz, superando a usurpação do eu.