Exemplo de aplicação sistêmica com base em Alfred
Schutz, utilizando sua análise da distribuição social do conhecimento para examinar obstáculos à participação do paciente em decisões clínicas.
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Identificação do desequilíbrio entre acervos de conhecimento de profissionais e pacientes como fonte de incompreensão e barreira à assistência centrada no paciente.
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Ilustração de como a fenomenologia pode informar práticas institucionais, transcendendo foco puramente individual ou experiencial.
Síntese de que uso da fenomenologia em contexto clínico não concerne à natureza última da realidade dependente do sujeito, mas à aplicação de quadro teórico que capte estruturas fundamentais da situação vital transformada.
Delineamento de três desafios centrais para engajamento contemporâneo com a fenomenologia em disciplinas aplicadas.
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Desafio da superficialidade, onde o rótulo fenomenológico é aplicado a qualquer estudo com descrições experienciais, sem aprofundamento teórico-conceitual.
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Desafio do excesso filosófico, com acréscimo de tecnicidades conceituais cuja relevância prática permanece obscura, gerando hermetismo e afastamento.
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Desafio do isolamento disciplinar, onde aplicações bem-sucedidas em um campo não dialogam com outras áreas, perdendo oportunidades de fertilização cruzada e levando a caracterizações equivocadas de tradições intelectuais.
Conclusão que advoga por pragmatismo criterioso: fenomenologia como atitude de abertura e quadro teórico flexível, a ser utilizado em conjunção com múltiplos métodos.
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ênfase na pertinência das ferramentas fenomenológicas para gerar novos insights ou intervenções terapêuticas mais eficazes, em detrimento de buscas por pureza doutrinária.
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Recomendação final para que profissionais adotem postura pragmática, avaliando o valor das ferramentas fenomenológicas por sua capacidade de fazer diferença significativa para comunidade científica e pacientes.