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Desde seu início, a fenomenologia exerceu influência decisiva tanto nas ciências empíricas quanto em práticas para além da filosofia acadêmica.
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Ao compreender o sujeito como ser corporificado, situado social e culturalmente, a fenomenologia forneceu uma elucidação do quadro existencial no interior do qual a prática científica já opera implicitamente.
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Essa capacidade de esclarecimento permitiu contribuições relevantes a disciplinas como psicologia, psiquiatria, sociologia, antropologia, literatura comparada, arquitetura, enfermagem, ciências cognitivas corporificadas, estudos da deficiência, teoria racial crítica e até a física quântica.
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A noção de fenomenologia aplicada permanece ambígua, podendo designar diferentes modos de incorporação de ideias fenomenológicas por disciplinas não filosóficas.
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Neste contexto, entende-se por fenomenologia aplicada a adoção de conceitos, análises ou orientações metodológicas oriundas da fenomenologia filosófica por práticas científicas ou profissionais.
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Em alguns casos, essa incorporação foi tão profunda que resultou na designação explícita de abordagens “fenomenológicas”, como na psicologia, psiquiatria e sociologia fenomenológicas.