Ángel Xolocotzi Yáñez (1969–)
Filósofo mexicano, professor titular e pesquisador da Faculdade de Filosofia e Letras da Benemérita Universidade Autônoma de Puebla (BUAP) — onde também dirigiu a faculdade —, Ángel Xolocotzi Yáñez é uma das principais autoridades latino-americanas no pensamento de Martin Heidegger, na fenomenologia transcendental de Edmund Husserl e na hermenêutica filosófica contemporânea. Formado pela Universidade Iberoamericana na Cidade do México e doutorado com distinção pela Universidade de Friburgo (Albert-Ludwigs-Universität Freiburg) sob a orientação direta de Friedrich-Wilhelm von Herrmann (último assistente pessoal de Martin Heidegger), Xolocotzi destacou-se pela articulação da Sociedade Ibero-Americana de Estudos Heideggerianos (SIEH) e pela fundação de periódicos acadêmicos especializados de circulação internacional. Sua obra teórica investiga a gênese da ontologia fundamental, o estatuto ontológico da afetividade (afinação afetiva e angústia) e as raízes conceituais que conduziram Heidegger da fenomenologia da vida fáctica à virada (Kehre) do acontecimento apropriador (Ereignis).
1. Obras Monográficas e Tratados Teóricos Fundamentais
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Fenomenología de la vida fáctica: Heidegger y su camino a Ser y tiempo. México: Plaza y Valdés / Universidad Iberoamericana, 2004.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Subjetividad radical y descomposicíon del ser: Una aproximación a la ontología de Martin Heidegger. México: Plaza y Valdés, 2007.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Intersubjetividad y mundo: Contribuciones para una fenomenología de la vida cotidiana. México: Plaza y Valdés / BUAP, 2012.
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Foco: Tratado teórico sobre a constituição da intersubjetividade e do mundo circundante (Umwelt); debate aprofundado entre a fenomenologia constitutiva de
Husserl, a analítica existencial do ser-com (Mitsein) de Heidegger e a fenomenologia da percepção de Maurice
Merleau-Ponty.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Fundamento y abismo: Aproximaciones a la fenomenología hermenéutica de Martin Heidegger. México: Editorial Porrúa / BUAP, 2011.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Una crónica de Ser y tiempo de Martin Heidegger. México: Ítaca / BUAP, 2016.
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Foco: Reconstrução histórico-filológica minuciosa do contexto de redação, publicação e recepção imediata da obra de 1927, explicitando as tensões acadêmicas com Edmund
Husserl e os bastidores editoriais do anuário fenomenológico.
2. Antologias Coorganizadas, Diálogos e Edições Internacionais
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel; VON
HERRMANN, Friedrich-Wilhelm (Coords.). Sentido y ser: Ensayos sobre la hermenéutica fenomenológica de Martin Heidegger. México: BUAP / Sintesis, 2014.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel;
CASANOVA, Marco Antônio (Coords.). O pensamento de Martin Heidegger em perspectiva: Diálogos latino-americanos. Rio de Janeiro: Via Verita, 2017.
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Foco: Intercâmbio teórico entre os principais centros de pesquisa heideggeriana do México e do Brasil, debatendo temas como a técnica planetária, a historicidade do Dasein e os desafios políticos da modernidade tardia.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel; RAMOS HERRERA, Samuel (Coords.). Condiciones de la subjetividad: Ensayos de fenomenología y hermenéutica. Puebla: BUAP, 2019.
3. Artigos Seminais e Ensaios Hermenêuticos
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. El temple de ánimo como hilo conductor de la pregunta por el ser. Anuario Filosófico, 2008.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. Heidegger y el problema de la corporeidad. Signos Filosóficos, 2010.
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XOLOCOTZI YÁÑEZ, Ángel. La recepción de Ser y tiempo en América Latina: Caminos y extravíos. Revista de Filosofía Diánoia, 2017.
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Foco: Balanço crítico e historiográfico das traduções pioneiras (José Gaos e Eduardo
Rivera) e das apropriações pedagógicas da fenomenologia no horizonte de pensamento ibero-americano.
4. Eixos Metodológicos e Arquitetura Teórica
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A Hermenêutica da Faticidade como Origem do Pensamento Existencial: Xolocotzi elucida que o ponto de partida de Heidegger não reside em um projeto de epistemologia pura ou lógica transcendental, mas na tentativa radical de conceituar a “vida fáctica” tal como ela se experiencia a si mesma em sua imediatez pré-teórica. O Dasein não é uma substância pensante contemplando objetos neutros, mas um viver que se preocupa, que lida com utensílios e que padece das vicissitudes do mundo compartilhado.
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A Centralidade da Afinação Afetiva (Befindlichkeit): O filósofo mexicano demonstra com insistência filológica que, para a fenomenologia ontológica, os afetos e humores não são perturbações psicológicas irracionais ou fenômenos secundários da consciência subjetiva. As afinações afetivas fundamentais (como a angústia, o tédio profundo e a serenidade) constituem o modo originário pelo qual o mundo é descoberto e aberto ao ser humano antes de qualquer juízo reflexivo ou ato cognitivo.
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A Ponte Ibero-Americana da Ontologia Fenomenológica: Como fundador da Sociedade Ibero-Americana de Estudos Heideggerianos, Xolocotzi consolidou um modelo de leitura que combina o mais estrito rigor exegético e filológico dos originais alemães com a reflexão sobre os impasses históricos da cultura latino-americana, criticando a tecnificação da existência, o reducionismo cientificista e a desumanização pedagógica da universidade contemporânea.