A Lebensphilosophie, especialmente em
Dilthey, identifica o primordial na vida fática e histórica vivida em sua obscuridade e ambiguidade irredutíveis ao conhecimento conceitual, compreendendo-se não como ciência externa à vida, mas como atividade reflexiva que interpreta a vida e intensifica a consciência com referência explícita às realidades vitais.
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Vida fática como fato fundamental.
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Irredutibilidade ao conhecimento analítico.
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Vida como experiência imediata e poderosa.
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Filosofia como atividade vital reflexiva.
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Categorias da vida voltadas à eficácia prática.
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Husserl, ao contrário, não entende a fenomenologia como atividade derivada da reflexividade da vida, mas como culminação racional da existência humana enquanto ciência que não opera dentro da vida orientada por fins, embora pareça ao mesmo tempo desvelar estruturas primordiais da vida interessada e nutrir um interesse vital na salvação da humanidade empírica.
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Fenomenologia como culminação racional.
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Distanciamento da vida orientada por fins.
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Desvelamento das estruturas do mundo-da-vida.
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Reconhecimento do primordial na vida interessada.
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Interesse vital na salvação da humanidade.
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O propósito é investigar se tais tensões configuram paradoxos filosoficamente intoleráveis e determinar se a ciência husserliana do mundo-da-vida constitui efetivamente uma busca do primordial, genuíno e salutar, bem como em que sentido ela manifesta um interesse vital na salvação da humanidade ocidental.
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Exame da consistência filosófica.
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Esclarecimento do sentido do primordial em Husserl.
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Análise do interesse vital.
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Relação entre mundo-da-vida e salvação cultural.