A década seguinte é representada pelas interpretações de
Platão e
Aristóteles, autores nos quais ocorre a decisão metafísica do pensamento ocidental, sendo estes os únicos estudos dedicados expressamente a eles publicados pelo próprio filósofo.
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A Doutrina Platônica da Verdade concebida no início dos anos trinta.
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Estudo sobre a physis na Física de Aristóteles escrito em 1939.
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Identificação do local histórico da decisão metafísica.
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Os textos das décadas posteriores documentam a consolidação da virada no pensamento, incluindo a famosa Carta sobre o Humanismo e correspondências sobre o problema do niilismo e seu superamento.
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A importância da coletânea reside na possibilidade de acompanhar a evolução contínua do pensamento do autor ao longo de três décadas, tendo sido ampliada na edição das obras completas com a inclusão de dois novos textos.
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A maior novidade da nova edição consiste na incorporação de numerosas notas marginais manuscritas pelo autor em suas cópias pessoais, as quais variam entre esclarecimentos terminológicos e revisões autocríticas significativas.
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Identificação das notas por letras no texto.
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Caráter de reformulação a partir da perspectiva da maturidade.
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Esclarecimentos linguísticos e conceituais.
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Algumas anotações possuem valor histórico crucial por permitirem datar etapas fundamentais do caminho especulativo, situando a volta por volta de 1930 e a emergência da problemática do evento em 1936.
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Nota no ensaio sobre a verdade localizando a virada.
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Nota na Carta sobre o Humanismo datando o conceito de Ereignis.
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Importância para a cronologia do desenvolvimento filosófico.
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As notas manuscritas desafiam a distinção rígida entre um primeiro e um segundo período do pensamento heideggeriano, demonstrando que a evolução filosófica continuou marcada por escansões decisivas mesmo após a suposta virada.
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Crítica à divisão simplista da obra do autor.
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Relevância do ano de 1936 e da escrita das Contribuições à Filosofia.
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Continuidade e aprofundamento constante do pensamento.
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A decisão editorial de deslocar a recensão crítica sobre Karl Jaspers para o apêndice justifica-se pelo fato de este texto pertencer a uma fase anterior à problemática de Ser e Tempo, diferindo em estilo e horizonte conceitual dos demais ensaios.
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Texto original de 1919-1921 focado na ermenêutica da facticidade.
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Divergência em relação ao critério puramente cronológico da edição alemã.
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Pertencimento ao período do primeiro ensino em Friburgo.
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A tradução enfrentou as dificuldades inerentes à linguagem heideggeriana, buscando evitar o esoterismo linguístico excessivo e manter uma uniformidade terminológica coerente para os quatorze ensaios que abrangem trinta anos.
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Desafios com etimologias e polissemias do alemão.
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Objetivo de produzir um texto legível sem abusar de termos entre parênteses.
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Necessidade de consistência vocabular através das décadas.
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A opção por uma tradução totalmente nova permitiu afastar-se de versões anteriores e propor soluções terminológicas mais adequadas para conceitos-chave, mesmo que divergentes do uso corrente consagrado.
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Tradução ex novo sem dependência de trabalhos prévios.
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Nova proposta para o termo Befindlichkeit (sentir-se situado).
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Justificativas terminológicas remetidas ao glossário.
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A tradução das citações de autores clássicos seguiu rigorosamente a interpretação alemã do autor em vez dos originais gregos ou latinos, visando preservar as singularidades da leitura heideggeriana e suas sutilezas filosóficas.
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As notas de rodapé classificam-se em três categorias distintas que diferenciam o texto original, as anotações marginais manuscritas do autor e os comentários adicionados pelo curador da edição.
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Notas numéricas para o texto original.
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Notas com letras para as marginálias do autor.
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Notas com asterisco para as observações do editor.