Quanto ao curador alemão do volume, Hermann Mörchen é lembrado como discípulo privilegiado de Heidegger, nascido em 27 de abril de 1906 e coetâneo de Hannah
Arendt, tendo frequentado os cursos em Marburgo (1923-1928) e considerado essa experiência decisiva, recebendo de Heidegger a tarefa de aprofundar o estudo da imaginação na Crítica do juízo e na Antropologia pragmática de
Kant, o que gerou a tese Die Einbildungskraft bei Kant (1928), publicada no Jahrbuch für Philosophie und phänomenologische Forschung de
Husserl (Niemeyer, Halle, vol. XI, 1930, pp. 311-495) e reeditada em livro (Niemeyer, Tübingen, 1970), sendo o único trabalho de um aluno citado por Heidegger na Prefácio à quarta edição de Kant e o problema da metafísica.
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Hermann Mörchen: 27/04/1906 e Marburgo (1923-1928).
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Hannah Arendt como coetânea mencionada.
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Kant: Crítica do juízo e Antropologia pragmática.
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Husserl e o Jahrbuch (Niemeyer, Halle, 1930); reedição (Niemeyer, Tübingen, 1970).
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Citação por Heidegger em Kant e o problema da metafísica.
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Mörchen acompanhou Heidegger nas escolhas políticas de 1933, foi posteriormente incorporado ao exército, feito prisioneiro na Rússia e mantido também no pós-guerra, e em condições extremas de cativeiro meditou repetidamente a morte, mantendo-se vivo com as poesias de
Rilke repetidas de memória e com bilhetes escritos por Heidegger, retornando depois à Alemanha, seguindo carreira como professor de alemão e fixando-se em Frankfurt.
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1933 como referência às escolhas políticas.
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Prisão na Rússia e prolongamento no pós-guerra.
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Rilke e bilhetes de Heidegger como sustentação no cativeiro.
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Retorno e docência de alemão em Frankfurt.
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Em 1958, a relação de Mörchen com Rilke deságua no livro Rilkes Sonette an Orpheus (Kohlhammer, Stuttgart), e mais tarde o contato com Adorno conduz ao estudo aprofundado de seu pensamento com simpatia por sua visão política, preservando-se contudo um vínculo privilegiado com Heidegger e um esforço de sondar os motivos filosóficos do não-diálogo entre ambos como mestres, culminando em Macht und Herrschaft im Denken von Heidegger und Adorno (Klett-Cotta, Stuttgart, 1980) e na monografia Adorno und Heidegger. Untersuchung einer philosophischen Kommunikationsverweigerung (Klett-Cotta, Stuttgart, 1981), com remissão ao texto Adorno e Heidegger: um dialogo postumo? em Il Pensiero, n.s., XXIII, 1982, pp. 87-110.
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Rilke: Rilkes Sonette an Orpheus (Kohlhammer, Stuttgart, 1958).
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Adorno como novo interlocutor estudado por Mörchen.
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Klett-Cotta, Stuttgart, 1980 e 1981.
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Il Pensiero, n.s., XXIII, 1982, pp. 87-110.
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O contato com Mörchen é situado no período de preparação desses estudos, com correspondência epistolar dedicada a discussões filosóficas, visitas em Niederrad, bairro de Frankfurt, e uma viagem dele à Itália apesar da idade, incluindo acompanhamento do trabalho de edição do curso aqui publicado, do qual se destacam conversas, lembranças autobiográficas e cadernos de notas como fonte de uma imagem viva do ensino e da personalidade de Heidegger, encerrando-se o relato com a notícia de sua morte em 6 de maio de 1990, comunicada no mesmo mês.
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Niederrad como bairro de Frankfurt associado a Mörchen.
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Edição do curso como trabalho acompanhado em sua preparação.
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Cadernos de notas e memórias autobiográficas como material transmitido.
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Morte em 6 de maio de 1990.