A tematização aristotélica do ser-real como disponibilidade para a inteligência humana (νοῦς enquanto λόγoς), abrangendo práticas e teorias, permitiu a Heidegger perguntar como essa dação é ela mesma dada, conduzindo-o ao retorno aos pré-socráticos, ao insight de
Parmênides sobre o “coração trêmulo de ἀλήϑεια” e à noção heraclítica de ϕύσις como ocultação permanente, culminando na identificação da abertura lançada (
Geworfenheit) e da apropriação (Ereignetsein) como espaço da inteligibilidade, questão jamais formulada por Aristóteles, Parmênides,
Husserl ou pela metafísica.
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Ser-real como disponibilidade ao νοῦς.
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Pergunta sobre a origem da dação.
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ἀλήϑεια e ocultação como dimensão originária.
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Abertura lançada como condição a priori.
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Apropriação da existência como espaço da inteligibilidade.