Desde o início de sua docência após a Primeira Guerra Mundial, Heidegger exortou seus alunos com Angelus Silesius — Mensch, werde wesentlich! — associando essa convocação ao desafio de Jesus, e reiterou posteriormente a mesma exigência com
Píndaro em Ser e Tempo — Werde, was du bist! — insistindo ainda, em 1937–1938, que a questão da verdade implica uma transformação no modo de ser do homem.
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Citação de Angelus Silesius (1624–1677).
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Referência a Jesus como desafio existencial.
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Reiteração com Píndaro em Ser e Tempo.
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Afirmação de que a questão da verdade envolve transformação do modo de ser.
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O momento analítico, que abrange quase toda a obra de Heidegger, é compreendido como preparação (Vorbereitung) para a entrada pessoal no Ereignis, isto é, para corresponder existencialmente à apropriação da abertura finita.
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Analítica como preparação para o ato existencial.
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Ereignis como entrada apropriadora.
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Pensamento como condição preparatória para tal entrada.
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A mera erudição nos textos da Gesamtausgabe, sem ouvir a dimensão protréptica e sem assumir o mergulho transformador, reduz o pensamento a discurso vazio, pois o núcleo da tarefa exige decisão existencial.
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Distinção entre domínio textual e transformação pessoal.
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Crítica à redução do pensamento a conversa transcendental.
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Necessidade do ato transformador.
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A primeira divisão de Ser e Tempo e partes significativas da segunda explicam a estrutura da existência como ser lançado adiante em possibilidades até a possibilidade extrema da morte, possibilitando que o homem reconheça e aceite sua mortalidade radical, evocada como θνητάτονον por
Plotino e interpretável à luz da expressão agostiniana vivere moriendo.
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Existência como ser lançado em possibilidades.
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Confronto com a possibilidade última: a morte.
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Referência a Plotino (θνητάτονον).
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O jovem Heidegger desenvolve esse programa perguntando o que ocorre quando o significado falha, mostrando que, como seres definidos pelo λόγος, somos destinados ao sentido mas também capazes de experimentar seu colapso em múltiplos níveis.
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Condição humana como forma de vida do λόγος.
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Possibilidade estrutural de falha do significado.
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Investigação do colapso do sentido.
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A falha do significado pode ocorrer no nível prático-ôntico quando uma ferramenta deixa de cumprir sua função, no nível lógico-epistemológico quando uma proposição apofântica não corresponde ao que pretende mostrar, no nível paradigmático quando um sistema explicativo como a cosmologia medieval cede lugar a outro, e finalmente no término da vida, quando a relação individual com o significado desaparece.
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Exemplo prático: ferramenta inadequada ou quebrada.
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Exemplo lógico: juízo falso sobre a localização de um objeto.
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Exemplo histórico-paradigmático: substituição de cosmologias.
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Extinção definitiva do sentido com a morte individual.
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Antes da morte biológica, pode ocorrer uma falha decisiva do significado que se manifesta como angústia (Angst), na qual o colapso do sentido revela a falta de fundamento do engajamento humano com o significado e expõe o caráter “surdo” (surdus) do real frente às tentativas de fundamentação.
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Angústia como colapso total do significado.
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Revelação da ausência de fundamento.
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Uso fenomenológico do termo “absurdo” a partir de surdus.
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Nessa experiência, o homem se confronta com o Sein zum Tode não apenas como evento futuro inevitável, mas como modo de ser que já o define desde o nascimento, podendo ouvir o chamado da consciência para assumir a própria falta de fundamento e tornar-se autor de sua vida por meio da resolução.
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Morte como modo de ser assumido desde a existência.
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Fórmula: “assim que se nasce, já se tem idade suficiente para morrer”.
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Chamado da consciência.
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Transformação da abertura estrutural (erschlossen) em abertura resoluta (entschlossen).