A questão fundamental, ao investigar o que torna a inteligibilidade possível, volta-se para o próprio ser humano enquanto aquele que dá sentido, interrogando por que existe uma obrigação estrutural de mediação significativa e o que ocorreria caso a significatividade entrasse em colapso, inserindo Ser e Tempo na tradição da die Wende zum Subjekt desde
Descartes e possivelmente
Parmênides, onde o sujeito investigador torna-se objeto de investigação.
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Inteligibilidade dependente do ser humano.
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Obrigação estrutural de dar sentido.
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Possibilidade de colapso da significatividade.
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Inserção na tradição transcendental.
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Transformação do sujeito em tema da investigação.
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Debate sobre o sentido de sujeito como existência lançada-aberta.
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A Parte I de Ser e Tempo estrutura-se em três tarefas que visam esclarecer o e-jeto existencial como abertura ἀλήϑεια-1, interpretar sua mortalidade e temporalidade como base da historicidade, e mostrar como essa temporalidade gera o horizonte da Lichtung und Anwesenheit ou tempo e ser, compondo o projeto da ontologia fundamental como explicitação da presença significativa na clareira humana.
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SZ I.1: fundamentação do e-jeto existencial e da abertura.
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SZ I.2: mortalidade, resolução e temporalidade.
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SZ I.3: geração do horizonte temporal do ser.
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Ontologia fundamental como explicação da presença significativa.
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Clareira articulada como horizonte hermenêutico.
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Reinterpretação posterior como reino do des-velamento.
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A Parte II de Ser e Tempo foi concebida como desmontagem fenomenológica da história da ontologia em ordem cronológica inversa, de
Kant a Descartes e
Aristóteles, sendo indicadas como efetivamente publicadas apenas determinadas divisões do plano originalmente projetado.
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SZ II.1: análise de Kant.
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SZ II.2: análise de Descartes.
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SZ II.3: análise de Aristóteles.
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Publicação parcial do plano previsto.