O legein como segunda categoria prospectiva e o “eterno retorno” como segunda categoria retrospectiva exprimem a auto-estruturação, Selbstauslegung, de um campo de presença que, no interior da onto-teologia, se articula em “épocas” marcadas por epéchein como retenção e “esquecimento do ser”, mas que, com as categorias de “mundo”, “coisa”, “favor” e “evento”, exige a substituição da epoché pela Selbstlichtung.
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Legein e eterno retorno como auto-interpretação da presença.
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Epéchein como retenção da presença ao longo da metafísica.
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Tecnologia como intensificação do perigo.
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Superação da hipótese de clausura metafísica.
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Substituição da época pela auto-iluminação.
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A transgressão da clausura metafísica não implica doação plena da presença, pois “mundo”, “favor” e “evento” permanecem atravessados por recusa e retenção, mas a finitude pós-epocal difere da finitude das épocas, exigindo pensar o eon como duplo legesthai que reúne dois “lugares” separados pela clausura.
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Permanência de finitude e retenção.
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Diferença entre finitude epocal e pós-epocal.
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Eon pensado pós-tecnologicamente.
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Primeiro lugar: culminação na tecnologia.
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Segundo lugar: Lichtung como reunião de espaço e tempo.
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No primeiro sentido de reunião, a tecnologia marca o fim da filosofia, enquanto a Lichtung como segundo sentido de reunião opera além do círculo filosófico, permanecendo desconhecida para a própria filosofia.
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Tecnologia como culminação da metafísica.
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Filosofia “toma fim” na tecnologia.
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Lichtung além do traçado filosófico.
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Ignorância filosófica da Lichtung.
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A Lichtung, aparentada à epoché mas distinta dela, designa não um espaço luminoso estabelecido, mas um evento fulgurante de abertura que une apresentação e ausência, reunindo presença e exclusão sem negar o velamento.
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Fulguração e abertura de campo.
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Evento de herausstehen.
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União de apresentação e ausência.
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Diferença em relação à negação epocal.
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Presença repartindo lugar aos presentes e ausentes.
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A categoria prospectiva de λόγος já operava como assignação de lugar e diferenciação epocal, mas não bastava para pensar o fim das “marcas do ser”, tarefa que cabe à Lichtung, enquanto o “eterno retorno” permanecia preso ao círculo tecnológico de disponibilidade.
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λόγος como adução à presença.
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Diferenciação das reversões destinais.
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Insuficiência do λόγος para pensar a ultrapassagem.
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Círculo de disponibilidade do eterno retorno.
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Tempo como Lichtung do próprio ser.
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A possibilidade de transgredir o regime epocal nasce paradoxalmente do perigo tecnológico, no qual o Ereignis e a Lichtung se tornam pensáveis e as épocas deperecem, deslocando a tarefa do pensamento de “Ser e Tempo” para “Lichtung e presença”.
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Essência do perigo como possibilidade de viragem.
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Verdade da essência do ser estabelecendo-se no ente.
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Deperecimento das épocas.
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Abandono da filosofia principial.
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Substituição do fundamento pelo precário fenomenal.