A potência não é potência do ente puro, mas potência no ente puro, isto é, transpassibilidade preservada pela negação
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A potência não é entendida como ser-em-potência do ato que se poria com o ente puro, pois tal passagem conduziria ao ente cego e ao ser cego, isto é, à psicose transcendentale
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A potência permanece potência na distância própria à transpassibilidade, isto é, na negação, e por isso não é potência do ente puro, mas potência no ente puro
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Essa estrutura é descrita como transpassibilidade da linguagem fenomenológica na apercepção de Deus e como transpossibilidade da linguagem em relação a essa apercepção
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Por essa via, evita-se a sombra do politeísmo, pois a Potenz transpassível não é material de Deus, mas material em Deus, e o vínculo com o ato do ente puro é o vínculo da negação da potência com a concretude ainda vazia, e não o vínculo unívoco potência-ato
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Assim, a apercepção de Deus não é realização do campo inchoativo da linguagem, mas negação desse campo como potência transpassível, e a passagem à língua e ao referente ocorre por essa negação, caracterizando-se como verdade do idealismo