É necessário evitar pensar sensações, afecções, etc., como pertencentes a uma psique sem corpo.
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Isso nos tornaria prisioneiros de uma interpretação restritiva do corpo (corpo físico vs. corpo psíquico).
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Isso também nos incapacitaria de retomar a questão em sua enigma massiva.
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Para abrir-se a essa enigma, é preciso suspender toda predeterminação não refletida do excesso.
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É preciso praticar a “mise hors circuit” fenomenológica de todo “preconceito” sobre a alma e o corpo.
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Seguindo
Husserl e
Merleau-Ponty, é preciso se esforçar para pensar o “corpo vivido”, o “viver encarnado”, intrinsecamente, de dentro.
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O objetivo é pensar o excesso no próprio “viver encarnado”.
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Isto é: o excesso na sensação mesma, na afecção mesma, na afetividade mesma, nas paixões ou pensamentos mesmos.
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Este pensamento deve proceder sem referência ao ter ou ao ser, mas não sem referência ao “quem”.