A divisão metafísica entre essência e existência é um derivado secundário do Wesung, que, na primeira incepção, manifestou-se restritivamente como Anwesung (presença), ocultando sua origem no tempo-espaço profundo.
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Raiz da distinção metafísica no próprio acontecer do ser.
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Experiência do ser como presença e representação.
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Caracterização da presença como um dom ou presente do Wesung.
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Esquecimento da fonte doadora.
A relação entre ser e entes é de simultaneidade e não de abstração, onde o acontecer essencial do ser não paira acima da realidade, mas precisa ser abrigado nos entes para que a verdade ocorra.
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Recusa da derivação abstrata do ser.
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Necessidade de abrigo nos entes e no Dasein.
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Engajamento do ser no acontecimento da verdade.
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Aprimoramento da unicidade dos entes pelo ser.
O desafio de traduzir wesen envolve o dilema entre criar neologismos que isolam o texto ou usar termos convencionais que arriscam mal-entendidos metafísicos, optando-se aqui pela manutenção do termo “essência” para preservar o confronto com a tradição.
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Crítica à “prosa torturada” resultante de expurgos linguísticos radicais.
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Necessidade de confrontar a primeira incepção (tradição) em vez de ignorá-la.
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Confiança na capacidade do leitor de transformar o sentido pelo contexto.
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Risco de interpretações irresponsáveis de frases isoladas.
A busca por alternativas de tradução para o verbo wesen revela as limitações de termos como “presenciar”, “desdobrar” ou “transpirar”, pois falham em captar a dimensão de propriedade e a necessidade de envolvimento humano.
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Rejeição de “presenciar” pois o ser não é uma entidade presente.
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Crítica a “emergir” ou “desdobrar” por sugerirem independência do observador.
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Apreço pela noção de “o que é mais próprio” (ownmost) de
Emad e Maly.
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Preferência por “ter lugar” (taking place) ou “vigorar” (holding sway).
A dificuldade intransponível de tradução indica que Martin Heidegger atingiu o leito rochoso da linguagem, exigindo não apenas novo vocabulário, mas uma nova relação onde a nomeação do único tem primazia sobre a predicação universal.
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Insuficiência de conceitos de dicionário.
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Subordinação do universal ao evento único de apropriação.
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Primazia dos nomes próprios sobre os conceitos.
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Inversão onde a linguagem usa o homem.