A conclusão sobre a ambição social e crítica do primeiro romantismo e a sua relutância em usar o nome “romântico”.
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A afirmação de que a “ambição literária, neles, qualquer que seja a forma que tome, procede sempre da ambição de uma função social mediata do escritor – desse escritor que para eles é ainda uma personagem a vir”.
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A citação de Dorothea Schlegel que sintetiza este projeto: “Visto que é decididamente contrário à ordem burguesa e absolutamente interdito introduzir a poesia romântica na vida, que se faça antes passar a sua vida na poesia romântica; nenhuma polícia e nenhuma instituição de educação se lhe pode opor”.
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O facto de os Românticos de Iéna não se terem chamado a si próprios românticos, tendo o nome lhes sido dado pelos seus adversários e pelos primeiros historiadores.
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A observação dos dois usos do termo pelos atores da crise: um uso “clássico”, como categoria literária entre outras; e um uso “próprio”, que “faz o programa propriamente indefinido dos textos que temos de ler”, ironicamente resumido na carta de Friedrich Schlegel: “Não posso de todo enviar-te a minha explicação da palavra Romântico, pois ela tem – 125 páginas”.
PS: LACOUE-LABARTHE, Philippe; NANCY, Jean-Luc; LANG, Anne-Marie. L’Absolu littéraire: théorie de la littérature du romantisme allemand. Paris: Éditions du Seuil, 1978.